AGRONEGÓCIO

Café tem décima sessão de queda na Bolsa de Nova York

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O café arábica encerrou as operações de terça-feira (25) com preços mais baixos na Bolsa de Nova York. Essa já é a décima queda consecutiva do produto. 

Em parte do dia, o café arábica reagiu na bolsa e apresentou ganhos, com o contrato de dezembro batendo na máxima em 192,80 centavos de dólar por libra-peso, porém foi perdendo força e acentuando o movimento de queda. Na mínima, dezembro bateu em 183,30 centavos, menor valor da posição em 14 meses. 

O cenário de desvalorização, com o produto apresentando os níveis mais baixos em mais de um ano, é pressionado pelo sentimento otimista em relação à oferta, bem como o pessimismo em torno da demanda, em razão da desaceleração do crescimento econômico, que vem dados sinais de recessão. 

Os contratos do café com entrega em dezembro de 2022 fecharam o dia a 185,80 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 4,60 centavos, ou 2,4%. O de março de 2023 fechou a 182,50 centavos, queda de 2,45 centavos, ou 1,3%.

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Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

Expectativa de fim das tensões no Oriente Médio derruba preço da ureia

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A queda das cotações internacionais da ureia abre uma janela de alívio para os custos de fertilizantes no agronegócio brasileiro, em um momento de intensificação das compras para a próxima safra. Segundo analistas, os preços acumulam recuo superior a 40% em oito semanas e já retornam a patamares observados antes da recente escalada de tensões no Oriente Médio.

O movimento tem impacto direto sobre o planejamento de compras de importadores e cooperativas no Brasil, que dependem fortemente do mercado externo para o abastecimento de fertilizantes nitrogenados. A recomposição de estoques para a safra de verão tende a ganhar ritmo no segundo semestre, período em que o setor costuma aumentar a demanda por insumos.

A correção nos preços ocorre após a redução das incertezas sobre a oferta global, que haviam sido ampliadas pelo risco de interrupção de rotas estratégicas de transporte marítimo no Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz, responsável por parte relevante do fluxo de petróleo e fertilizantes no comércio internacional, voltou ao centro das atenções do mercado diante de sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

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Com a percepção de menor risco logístico, agentes do mercado passaram a reduzir prêmios embutidos nas cotações internacionais. Para analistas, o ajuste reflete mais a reprecificação de risco do que uma mudança estrutural na oferta global de fertilizantes.

Apesar da tendência de queda, o cenário ainda depende da evolução das negociações entre Washington e Teerã. Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que há uma proposta de extensão de um cessar-fogo por 60 dias e abertura parcial da rota marítima, mas pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, seguem em aberto.

Especialistas do setor marítimo avaliam que, mesmo em caso de avanço diplomático, a normalização completa do fluxo de navios no Estreito de Ormuz não será imediata. A reorganização das rotas e a retomada da confiança operacional podem levar semanas.

No Brasil, o recuo das cotações ocorre em um momento considerado estratégico para o agronegócio, que concentra a maior parte das compras de fertilizantes nitrogenados no segundo semestre. Com preços mais baixos, o setor tende a encontrar condições mais favoráveis para negociação e recomposição de estoques, o que pode ajudar a aliviar parte dos custos de produção da próxima safra.

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Fonte: Pensar Agro

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