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Grupo de Monitoramento do Sistema Carcerário capacita servidores sobre kit biométrico nos fóruns

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Uma turma, formada por 46 acadêmicos do 2º ao 10º semestres do Curso de Direito da Universidade de Cuiabá (Unic) unidade Primavera do Leste (243 Km de Cuiabá), visitou o Tribunal de Justiça por meio do Nosso Judiciário. Os estudantes fizeram um tour por vários ambientes da sede do Judiciário mato-grossense.
 
Os futuros juristas, acompanhados dos professores Jefferson Lopes, de Direito Civil, e Érica Araújo, do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), iniciaram a visita guiada no saguão principal, na galeria com fotos dos presidentes, onde receberam informações sobre a história e formação do Poder Judiciário mato-grossense.
 
Em seguida, tiveram a oportunidade de acompanhar uma sessão de julgamento da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, presidida pelo desembargador Márcio Vidal e composta pelas desembargadoras Maria Erotides Kneip e Helena Maria Bezerra Ramos.
 
A visita foi considerada pelos docentes como uma maravilha, porque proporciona aos estudantes entender como funciona a tramitação processual na 2ª Instância. “Agora, passam a ter uma noção mais apurada sobre o funcionamento do tribunal”, frisou Jefferson Lopes. A colega dele, a orientadora de práticas jurídicas elogiou o Nosso Judiciário assegurando que a visita contribui na formação dos acadêmicos.
 
“Gostei muito, porque é uma aula de campo com informações técnicas sobre o segundo grau de jurisdição. Já estou na área, mas a maioria dos alunos trabalha em outras atividades, e, com isso, estão tendo esse conhecimento sobre o tribunal”, frisou Antônio Roberto Brehula, do 10º semestre.
 
A visita foi concluída no Espaço Memória com uma fala da desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves Rodrigues, que contou a trajetória dela no Judiciário de Mato Grosso. Antes da magistratura, a desembargadora atuava como servidora concursada.
 
Como juíza substituta, começou a carreira na Comarca de Rosário Oeste, depois de cinco anos foi para Jaciara, na sequência para Cáceres, Várzea Grande até chegar ao Fórum da Capital. E em 2015, a desembargadora ascendeu ao Tribunal de Justiça.
 
“Estar com vocês é uma honra e alegria, e asseguro que o caminho é o que gosta com amor. Me apaixonei pela área jurídica quando era estudante de Direito na Universidade Federal de Mato Grosso em visita ao tribunal. E desde então decidi o que queria, e estudei para atingir meus objetivos. Olho para trás e digo que valeu e vale a pena”, finalizou a magistrada.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: Foto 1: Imagem colorida em formato horizontal: estudantes conhecendo o Espaço Memória. Foto 2: Imagem colorida em formato horizontal: desembargadora com alunas. Foto 3: Imagem colorida em formato horizontal: desembargadora com os professores.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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