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Governador de MT propõe ao Senado confisco e perda da área a quem praticar desmatamento ilegal

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Durante reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, defendeu pena de confisco e perda de bens a quem praticar desmatamento ilegal no país. A proposta, apresentada durante a 27ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 27), no Egito, deve ser formalizada via minuta de projeto de lei nas próximas semanas.

Segundo o governador, é preciso endurecer as medidas de combate ao desmatamento ilegal para que o Brasil tenha resultados mais efetivos. 

“O Brasil tem combatido o desmatamento ilegal com os mesmos instrumentos e os resultados têm sido muito longe daquilo que gostaríamos. E isso traz um prejuízo gigantesco para o nosso país, para a vida, para a nossa imagem e para a economia”, relatou.

Para Mauro Mendes, o prejuízo causado pelo desmatamento ilegal é enorme e, portanto, a punição deve ser de igual proporção. De acordo com o governador, a perda da propriedade de quem cometer o crime ambiental irá coibir a prática. 

A medida prevê o perdimento da área da terra para quem cometer crime ambiental. Aqueles que desmatarem ilegalmente terão o CAR (Cadastro Ambiental Rural) perdido. Caso a área não seja regularizada, fica decretada a perda da posse. 

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O presidente do Senado afirmou que está aberto a discutir essa proposta no Congresso Nacional.

O governador Mauro Mendes, juntamente com outros representantes e do setor produtivo e ambiental de Mato Grosso, participa da COP27, visando fortalecer a imagem do Estado como a região do planeta que mais produz com preservação. Atualmente, Mato Grosso mantém 62% de seu território inteiramente preservado, mesmo sendo o principal produtor de commodities do país 

Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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