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Semana de Conscientização sobre Esquizofrenia deve difundir informações e quebrar tabus

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Foto: Marcos Lopes

Mato Grosso passa a contar com a Semana Estadual de Conscientização sobre a Esquizofrenia, uma condição que atinge cerca de dois milhões de brasileiros, mas que ainda é envolta de muita desinformação e preconceito. A iniciativa de instituição da data partiu da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e foi sancionada, no último dia 11 de novembro, pelo Governo do Estado, como Lei 11.917/2022.

A data, a ser celebrada todos os anos na semana do dia 24 de maio, tem como objetivo discutir e difundir informações sobre o transtorno que é considerado a terceira maior causa de perda de qualidade de vida entre a população jovem, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta não é a primeira iniciativa do deputado estadual Thiago Silva (MDB), que também foi autor da Lei 11.377/2021, que dispõe sobre a criação da rede de atenção às pessoas com esquizofrenia em Mato Grosso.

Segundo o deputado Thiago Silva, as iniciativas visam chamar a atenção para a esquizofrenia. “É uma doença cercada de estigmas, tabus e muito preconceito, que afeta até 1% da população brasileira e envolve toda a família. É preciso muita informação e apoio para lidar da melhor maneira possível com a doença”, explica o parlamentar.

Para a psicóloga Brunah Rockenbach, apesar de ter avanços no entendimento dos transtornos mentais, ainda existe muito preconceito, que também é gerado pela falta de informação sobre a temática. “É importante criar contextos para que esse assunto se torne uma pauta mais frequente. Isso pode ser feito a partir da criação de um programa de conscientização que busque mapear o grau de consciência/conhecimento que a população tem acerca dos transtornos mentais. A partir disso, pode ser importante a confecção de cartilhas e a realização de ciclos de palestras para a comunidade em geral. É fundamental que sejam criados mais espaços que incentivem diálogos sobre esse assunto”.

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A servidora Celly Silva conta que há 17 anos seu pai sofre com os sintomas do transtorno e desde então toda a família foi impactada, inclusive com a mudança de cidade por conta de alucinações do pai, que se sentia perseguido. Para Celly, a desinformação e a falta de conscientização prejudicam o tratamento e, principalmente, a qualidade de vida das pessoas acometidas pelo transtorno. 

Para facilitar o diagnóstico, tratamento e diálogo entre os profissionais, em 1952 foi criado o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), com o objetivo de sistematizar e descrever os sintomas dos transtornos mentais. 

“Atualmente, são mais de 300 transtornos mentais abordados no Manual e os comportamentos que precisam ser considerados no diagnóstico são relacionados às alterações do nosso próprio funcionamento, como, da atenção, do humor, da ansiedade, da energia, do apetite e do sono. É preciso destacar que estamos falando de alterações que também são orgânicas e que precisam de um acompanhamento especializado”, explica especialista Brunah Rockenbach.

Sobre a esquizofrenia, a psicóloga destaca que ela se caracteriza pela manifestação e um ou mais sintomas e o tratamento é realizado com a administração de medicamentos, acompanhamento psiquiátrico e psicológico e a depender da gravidade, é importante a participação de uma equipe multiprofissional. 

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“Para a realização do diagnóstico, é fundamental a avaliação de um psiquiatra. No serviço público, a assistência é realizada pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), onde é realizada uma avaliação conduzida por uma equipe multiprofissional. Os profissionais após uma escuta especializada avaliam o caso e elaboram um projeto terapêutico individual, considerando as necessidades de cada paciente”.

Celly Silva reforça a necessidade de uma atenção especial e o acolhimento das pessoas com transtornos mentais. “É preciso olhar com mais humanidade para as pessoas que possuem algum transtorno mental. Não é porque estão nesta condição que deixam de ser cidadãs, pais, mães, avós. Meu pai é um homem honesto, trabalhador e não pode ser colocado à margem da sociedade. Além disso, o sistema de saúde também precisa estar pronto para atender essas pessoas e toda a família, que também sofre com os sintomas e consequências dessa condição”, desabafa Celly.

Fonte: ALMT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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