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FanFest Cuiabá recebe cinco mil torcedores na estreia da Seleção Brasileira

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Na primeira partida da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo do Catar, realizada nesta quinta-feira (24.11) contra a seleção da Servia, cerca de cinco mil torcedores acompanharam o jogo no espaço FanFest Cuiabá, montado no Parque de Exposições (Acrimat), montado com investimentos do Governo de Mato Grosso, via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, e emendas parlamentares. 

Com entrada gratuita, o FanFest Cuiabá conta com três telões de LED para exibição das partidas, amplo estacionamento e programação cultural, além de praça de alimentação. 

De acordo com Levi de Barros, organizador do evento e presidente da Associação Mato-grossense de Cultura (AMC), a expectativa é de que a programação se prolongue para além da primeira fase de jogos, conforme o Brasil avance na competição. A estimativa é que, até o final da Copa, pelo menos 30 mil pessoas passem pelo local. 

“O Brasil indo bem, e acreditamos que vai, pretendemos estender a programação até a final do campeonato, com o Brasil sendo hexa campeão. Já temos uma programação prevista, com artistas nacionais e regionais, para dar sequência ao FanFest”, diz.

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Os próximos jogos na fase de grupos são contra Suíça, dia 28, e Camarões, dia 2 de dezembro. A abertura da FanFest Cuiabá será realizada sempre duas horas antes dos jogos, com shows nacionais e regionais antes e depois das disputas.

Sede na Copa do Mundo de 2014, com a Arena Pantanal, Cuiabá é uma das cinco capitais brasileiras selecionadas e autorizadas pela FIFA a disponibilizar um espaço cultural para a transmissão dos jogos.

Programação cultural 

Dia 28 de novembro – Brasil x Suíça

Abertura às 10h
Início do jogo às 12h
Show Regional com Pescuma & Convidados, às15h
Sedusamba e DJ Adão

02 de dezembro – Brasil x Camarões
Abertura às 13h
Início do jogo às 15h
Show Nacional com Léo Magalhães, às 17h
Léuo e DJ Clayton Sete

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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