MATO GROSSO

Produtor investe na melhoria da alimentação do rebanho e resultado garante sustento da família

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A família do produtor William Lopes de Oliveira, 27 anos, vem recebendo assistência técnica da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Assistência Técnica) há três anos e o resultado na produção de leite tem surpreendido. Ele, o pai e a mãe, contam com um rebanho leiteiro de 25 animais, sendo 15 vacas em lactação, produzindo cerca de 100 litros de leite por dia que garante o sustento de todos.

O Sitio Recanto Feliz está localizado no município de Pedra Preta (a 238 km de Cuiabá), tem 68 hectares de área, sendo 34 deles reservados para o pasto e produção de capineiras e milho. Nesse tempo de acompanhamento, a família seguiu as orientações técnicas, o que oportunizou ser inserida no Programa MT Produtivo Leite da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). Eles foram contemplados com investimento que oportunizou a implantação da URT – Unidade de Referência Tecnológica – com a formação de dois hectares de pastagem, uma área de descanso com bebedouro, além de um hectare onde foi plantado capineira e milho.

William destaca que a Empaer foi um divisor de águas na vida da família, sendo a principal dificuldade era alimentar o rebanho na época da seca e ter renda para comprar a ração. “Todo período de estiagem pra nós era desolador. Garantir o alimento do rebanho e manter a produção de leite que desse pra pagar as contas sempre foi uma missão quase impossível. Fazíamos o impossível para não manter as contas no vermelho e todo mês era uma luta”.

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Foto: Empaer

Ele conta que no início o pai, José Nogueira de Oliveira, era resistente em seguir as orientações passadas pela equipe da Empaer. “Assim que ele viu os primeiros resultados, tratou logo de mudar seu conceito. Ele não fazia o que era orientado no começo, mas quando viu que a renda começou a melhorar, era só felicidade”.

A técnica da Empaer, Raquel de Mattos Cazonato, explica que foi implantado no Sitio Recanto Feliz tecnologias para melhorar a alimentação dos animais, além de reduzir os custos de produção, aumentando a qualidade e quantidade de alimentos produzidos na propriedade. O produtor gastava cerca de R$ 2 mil por mês só de ração, fora manutenção do sitio e as contas regulares.

“Inicialmente, foi planejada a produção de volumosos para o período de seca, durante o qual o produtor tinha alto custo com uso de ração, o que tornava a atividade inviável economicamente nessa época do ano. Foi plantado um hectare de milho e meio hectare de capim-elefante BRS Capiaçu para produção de silagem”, comenta Raquel.

A Empaer orientou o produtor desde o início na aquisição de mudas e insumos, correção de solo, plantio, ensilagem até o fornecimento do volumoso aos animais. “Com o fornecimento de silagem de milho e de capim-elefante o produtor reduziu o uso de concentrado em 40%, representando uma economia de meia tonelada de ração por mês para 15 animais”.

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Na sequência da assistência técnica, a família foi orientada na melhoria da qualidade da pastagem para o período das águas. “Foi reformada uma área de dois hectares onde já existia uma pastagem, mas em estado de degradação”. Nessa área foi implantado o pasto de Panicum Maximum MG12 Paredão e divisão de piquetes para pastejo em sistema rotacionado, permitindo uma lotação de 10 vacas por hectare, sendo o pastejo definido respeitando a altura da entrada e saída do pasto, com adubação de cobertura após a saída.

Foto: Empaer

Seguindo todas as orientações, foi observado um aumento de 51% na produção mensal de leite com os mesmos animais, mudando apenas a alimentação em pastagem após o ingresso das vacas no sistema rotacionado. 

“Com o aumento da produção de leite e a economia no uso de concentrados, a atividade leiteira se torna mais viável economicamente, melhorando a qualidade de vida da família no campo”, conclui Raquel.

Em dezembro do ano passado foi realizado um Dia de Campo no Sítio Recanto Feliz, com a participação de 70 produtores e técnicos de 10 municípios da região. Na ocasião, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer na prática as tecnologias de pastejo rotacionado e produção de silagem de capim elefante.

Foto: Empaer

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil cumpre 90 mandados para desarticulação de esquema de lavagem de capitais de facção criminosa

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Fluxo Oculto, para cumprimento de 90 ordens judiciais, com foco no combate à atuação de uma facção criminosa com ramificações interestaduais, voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Os mandados foram deferidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop, com base na terceira fase de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) do município.

Ao todo são cumpridos 13 mandados de prisão, 19 de busca e apreensão, além de 58 medidas judiciais diversas com foco no avanço das investigações e desarticulação patrimonial e financeira do grupo criminoso.

As ordens judiciais são cumpridas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos nos municípios de Sinop, Cláudia, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá.

Entre os alvos, estão três lideranças do grupo criminoso, apontadas como responsáveis pela coordenação das atividades ilícitas e pela gestão financeira do grupo. Ao todo, são investigadas 31 pessoas físicas e duas pessoas jurídicas, suspeitas de participação direta ou indireta nas atividades criminosas.

Com foco na descapitalização da facção criminosa, foi determinado o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, na soma que alcança R$ 9,3 milhões.

Lavagem de dinheiro

As investigações conduzidas pela Draco de Sinop identificaram que integrantes de uma facção criminosa utilizavam empresas formalmente constituídas para ocultar e conferir aparência lícita aos recursos provenientes do tráfico de drogas.

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Entre os estabelecimentos investigados está um supermercado localizado no município de Cláudia, que, seria utilizado para promover a troca de dinheiro oriundo da atividade criminosa por recursos aparentemente legais, inserindo os valores ilícitos no sistema financeiro formal.

As apurações também revelaram que parte dos valores arrecadados com a venda de drogas em Mato Grosso era encaminhada ao estado do Rio de Janeiro, sendo evidenciada a existência de uma rede estruturada para movimentação financeira e distribuição dos recursos da facção criminosa.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Eugênio Rudy Junior, o grupo desenvolveu um esquema de lavagem de capitais destinado a dificultar a identificação da origem dos recursos provenientes da comercialização de entorpecentes.

“As investigações demonstraram que a facção criminosa utilizava empresas legalmente constituídas para mascarar a origem ilícita dos valores obtidos com o tráfico de drogas. O objetivo era conferir aparência de legalidade ao dinheiro e permitir sua circulação no mercado formal, dificultando a atuação dos órgãos de persecução criminal”, destacou o delegado.

Fases anteriores

A Operação Fluxo Oculto representa a terceira fase de uma investigação iniciada em 2025, quando equipes da Draco de Sinop realizaram a prisão em flagrante de dois integrantes da facção criminosa no município de Cláudia. Com o avanço das investigações, foi possível identificar a estrutura operacional do grupo, seus integrantes e os mecanismos utilizados para ocultar os lucros obtidos com o tráfico de drogas.

Em março de 2026, foi deflagrada a Operação Aurora Fronteiriça, ocasião em que a Draco de Sinop apreendeu 525 quilos de cocaína e pasta base de cocaína, pertencentes ao mesmo grupo criminoso, representando uma das maiores apreensões de entorpecentes já realizadas no âmbito da investigação.

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Na sequência, em maio de 2026, foi deflagrada a segunda fase da operação, denominada Operação Vinculum Sanguinis, que resultou na apreensão de 25 quilos de pasta base de cocaína, R$ 169 mil em dinheiro, na prisão em flagrante de três pessoas ligadas à organização criminosa e no sequestro judicial de mais de R$ 3 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados.

Com o avanço das diligências, a Draco identificou que o grupo criminoso não se limitava ao tráfico de drogas em larga escala, mas mantinha uma complexa estrutura financeira destinada à ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos obtidos com a atividade criminosa.

A descoberta desse esquema deu origem à terceira fase da investigação, denominada Operação Fluxo Oculto, voltada especificamente à identificação dos responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, ao rastreamento dos valores e à descapitalização do grupo.

As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados obtidos a partir das medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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