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Justiça Comunitária visita cidades que vão receber a 16ª edição do Ribeirinho Cidadão

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O juiz-coordenador estadual da Justiça Comunitária, José Antônio Bezerra Filho, visitou os municípios de Juscimeira e Barão de Melgaço para definir os últimos preparativos para a realização da 16ª edição do projeto Ribeirinho Cidadão, previsto para ocorrer de 10 a 20 de abril de 2023.
 
Além de equipe de assessores, o magistrado estava acompanhado de Pâmela Watanabe, coordenadora de Ações e Interações Comunitárias da Defensoria Pública de Mato Grosso. “Nossa expectativa é grande para viver esses dez dias levantando diversos serviços e atendimentos de saúde e jurídicos para dezenas de famílias das mais diversas comunidades”, destacou Pâmela Watanabe.
 
Em Juscimeira (162 Km ao sul de Cuiabá), de acordo com a secretária de Assistência Social e primeira dama do município, Silvani Gomes da Silva Santos, o atendimento vai ser concentrado no Distrito de São Lourenço de Fátima. “A população está aguardando, justamente porque o atendimento ofertado facilita a vida de todos que moram na região”, destacou Silvani Santos.
 
Quem também está contando com o Ribeirinho é a secretária de Assistência Social de Barão de Melgaço (109 Km ao sul da Capital), Ariana Gonçalina da Silva. A assistente social assinalou que a prefeita, Margareth de Munil, está providenciando todos os encaminhamentos para o Ribeirinho supere o resultado do trabalho desenvolvido em 2022.
 
O juiz-coordenador assinalou as parcerias estabelecidas com as prefeituras são essenciais para o sucesso do Ribeirinho. A visita a esses municípios, conforme assegurou o magistrado, é para fazer ajustes e tratativas para que o Ribeirinho Cidadão faça a diferença na vida de cidadãos e cidadãs que moram nessas localidades e precisam de atenção do poder público.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: Foto 1 – imagem colorida em formato horizontal do juiz José Bezerra, de camisa preta, da primeira-dama de Juscimeira, de Pâmela, da Defensoria Pública e assessores. Foto 2 – imagem colorida em forma horizontal de toda a equipe da prefeita Margareth, de Barão de Melgaço, ao lada de Pâmela, da Defensoria, de camisa verde, da secretária de Assistência Social e do juiz, de camisa preta.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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