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Poder Judiciário reforça parceria com Secretaria de Educação para pacificação social nas escolas

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, se reuniu na tarde dessa terça-feira (11 de abril) com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, na sala da Presidência do Palácio da Justiça, em Cuiabá. A parceria já existente entre as instituições para a pacificação social nas escolas, por meio da Justiça Restaurativa, foi consolidada durante o encontro e reforça a importância de programas e projetos voltados ao assunto.
 
Pioneiro quando o assunto é Justiça Restaurativa, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do TJMT, tem realizado já há alguns anos projeto que leva os círculos de construção de paz para as instituições de ensino, por meio de parceria com a Seduc-MT e secretarias municipais no interior. A iniciativa, além de formar professores facilitadores para realizar os círculos, leva às unidades de ensino, tanto para o corpo técnico, quanto para os estudantes, o entendimento de como é importante a conivência com o outro de forma respeitosa.
 
A continuidade dessa parceria foi reiterada pela presidente Clarice Claudino da Silva.
 
“Essas experiências ao longo dos anos vêm num processo de irradiação da política pública e quando alguém escuta, se inteira e conhece as experiências o nosso caminho se torna mais pavimentado. Quando tudo está fluindo bem, parceiros vão se juntando com a gente, querendo entender como funciona esse processo de pacificação social e ao mesmo tempo nos pedem para vivenciar essa experiência e isso é muito importante. Temos conseguido aliar nossa parceria com a vivência prática. Nada melhor conhecer primeiro para sentar à mesa e discutir como funciona”, afirmou a desembargadora.
 
O juiz auxiliar da Presidência e coordenador do NugJur, Tulio Duailibi Alves de Souza pontou alguns dos resultados obtidos com a Justiça Restaurativa. “Tudo flui melhor na escola quando não há barreira de comunicação. Quando a pessoa entende qual é o seu papel, qual é o sentimento do outro, com certeza a harmonia, a empatia, a pacificação reina naquele ambiente. E é nada mais que isso as pessoas terem as suas habilidades e formação para escutar e ajudar quem necessita.”
 
Durante a visita, o secretário Alan Porto apresentou as políticas públicas do programa Educação 10 anos, que dentre as propostas estão o acesso e permanência nas unidades de ensino. Dentro das ações do projeto há as práticas restaurativas, trabalho em conjunto realizado com o TJMT.
 
“O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é pioneiro e tem muitas evidências de sucesso [na Justiça Restaurativa]. A nossa proposta nesta reunião com a desembargadora Clarice Claudino foi no sentido de colocar a Secretaria de Educação à disposição para ampliarmos e ganharmos escala para chegarmos ao máximo de escolas estaduais para a gente colocar em prática as ferramentas restaurativas de construção de paz.”
 
Durante a reunião, alguns encaminhamentos já foram feitos para levar o projeto dos círculos de construção de paz nas escolas da baixada cuiabana e Rondonópolis. “Saímos daqui bastante satisfeitos. A desembargadora Clarice já milita há muitos anos na pacificação social. Viemos também aprender um pouco com ela e contar com o seu apoio nessas iniciativas com as escolas estaduais. Temos certeza que esse programa, em parceria com o Tribunal de Justiça, será referência para todo Mato Grosso”, concluiu o secretário.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto horizontal colorida. O secretário está à esquerda na foto, a presidente no centro e ao lado dela, o juiz Tulio Duailibi. Eles estão sentados à mesa, na sala de reuniões da Presidência.
 
Leia mais sobre as ações do Tribunal de Justiça para pacificação social nas escolas:
 
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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