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Tribunal de Justiça recebe acadêmicos de Comunicação Social da UFMT

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Alunos do 5º ao 8º semestre do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estiveram na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá, nessa quarta-feira (26 de abril), para uma visita às instalações da instituição. A iniciativa de estreitar as relações entre o Poder Judiciário e as instituições de ensino superior, que ofertam cursos de comunicação social, faz parte da política de integração promovida pelo coordenador da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, Ranniery Queiroz.
 
“Essa aproximação da sociedade com o Poder Judiciário é importantíssima para os dois lados. A sociedade precisa sim ter acesso ao Judiciário e saber que estamos prontos e receptivos e, por outro lado, essa dinâmica de troca também nos permite compreendermos que apenas com o exercício humilde da convivência aberta, poderemos cumprir nosso trabalho, cada vez mais alinhados àquilo que a população espera de nós. É o exercício da sensibilidade. O aprendizado é sempre uma via de mão dupla”, afirmou o coordenador.
 
Com o convite, os alunos, acompanhados da professora Mariângela Sólla López, puderam conhecer a rotina de trabalho do Tribunal de Justiça e principalmente as atividades desenvolvidas pelos setores ligados à comunicação institucional.
 
Em visita às redações do Portal do TJ, TV.JUS e Mídias Sociais, o grupo foi recepcionado pelos diretores Vlademir Cargnelutti (Comunicação e Identidade Visual) e Álvaro Marinho (Imprensa e Novas Mídias), e pela gerente de Mídias Sociais, Ana Cristina Serra. No bate-papo, Vlademir deu detalhes sobre a dinâmica de produção das redações e o papel estratégico que deve ser assumido pela assessoria dentro da instituição.
 
“Quero muito que vocês considerem a possibilidade de entrar no mercado de trabalho atuando na assessoria de comunicação. Existem inúmeros temas que podem ser explorados por vocês já na conclusão de curso, como uma forma de conhecerem as possibilidades de atuação profissional trazidas pela assessoria.”
 
O diretor ainda complementou que a construção de uma imagem institucional sólida passa obrigatoriamente pelas atribuições da assessoria de comunicação, que deve estar preparada para propor inovações e até mesmo alterar os rumos da comunicação, caso necessário.
 
Para a aluna de Jornalismo, Letícia Haddad, a oportunidade de conhecer as atividades no momento em que elas são realizadas traz o conhecimento que apenas o aprendizado teórico não é capaz de dar. “O contato com jornalistas, a troca de experiência e os relatos do dia a dia de uma redação nos fizeram compreender a profissão na prática. Foi interessante entender como se dá a sistemática da comunicação no tribunal, a rotina dos desembargadores, as atribuições da Corregedoria e como tudo isso é conectado”. Letícia é aluna do 7º semestre e atua como estagiária na Secretaria de Estado de Comunicação.
 
Emocionada com o retorno à antiga casa, a professora Mariângela Sólla relembrou fatos do período em que atuou na Coordenadoria de Comunicação e Corregedoria-Geral da Justiça, entre os anos de 2005 e 2018, e as mudanças conceituais ocorridas na comunicação do Poder.
 
“Como é bom retornar ao local onde fui acolhida e rever tantos amigos construídos ao longo dos anos, colegas de trabalho, ex-alunos queridos, e rememorar toda essa convivência gostosa. Hoje tivemos a oportunidade de apresentar aos alunos, nossos futuros profissionais, como a cultura da boa comunicação, transparente e ética, é essencial para a vida profissional, e a oportunidade de eles conhecerem a vida como ela é, com seus desafios e conquistas. Tudo isso tem um valor que não pode ser medido.”
 
O aluno do 6º semestre, Moisés de Lima, agradeceu a oportunidade da visita e de interação com a equipe, que segundo ele, deu ainda mais motivação para conclusão do curso e entrada no mercado de trabalho. “Conhecer jornalistas experientes de perto, desempenhando seu trabalho, simplesmente agrega valor ao nosso estudo, principalmente nesse momento que estamos ansiosos e sedentos por conhecimento. Parabéns à equipe do tribunal pela iniciativa”.
 
Durante a visita, os alunos também foram recebidos pela assessora de Comunicação da Corregedoria-Geral da Justiça, Alcione dos Anjos, e pelo jornalista Johnny Marcus, da Rádio TJ.
 
Os alunos ainda percorreram o Espaço Memória, onde tiveram acesso à história do Poder Judiciário de Mato Grosso e receberam exemplares do Glossário Jurídico – TJ Responde, com definições simplificadas de conceitos jurídicos, em uma linguagem simples e acessível à população.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Coordenador de Comunicação, Ranniery Queiroz recepciona os alunos durante visita à Coordenadoria. Segunda Imagem: Os diretores Vlademir Cargnelutti e Álvaro Marinho recebem o grupo na redação do Portal TJ. Terceira Imagem: Aluna Letícia Haddad do 7º semestre de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso. Quarta Imagem: Professora Mariângela Sólla acompanha a visita dos alunos. Quinta Imagem: Aluno Moisés de Lima do 6º semestre de Jornalismo.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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