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Audiência reúne representantes dos Consegs para tratar do projeto “Vigia Mais MT”

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Audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa reuniu representantes dos conselhos comunitários de segurança de Mato Grosso (Consegs) e das forças de segurança estaduais para discutir o projeto “Vigia Mais MT”. O encontro, realizado na manhã de hoje (27), teve como finalidade apresentar a ferramenta aos Consegs para que possam auxiliar as prefeituras na implantação do projeto.

Requerido pelo deputado Gilberto Cattani (PL), o evento atendeu um pedido da Federação Estadual dos Consegs (Feconsegs) para conhecer melhor o programa de vigilância, uma vez que eles devem auxiliar nas demandas dos municípios.

O objetivo principal, segundo Cattani, foi detalhar como será o funcionamento do sistema de monitoramento e como os conselheiros podem contribuir tanto no mapeamento para instalação das câmeras, como no desenvolvimento do projeto em cada região. “Eles são parte importante nesse projeto porque conhecem de perto as realidades de cada comunidade e já são parceiros para identificar e resolver os problemas relacionados à segurança pública. Temos a obrigação de reconhecer a sua importância” defendeu.

Na ocasião, os conselheiros acompanharam a exibição de um vídeo sobre o “Vigia Mais MT” e puderam tirar dúvidas sobre a implantação e o seu funcionamento. Uma das principais questões apresentada pelos conselheiros foi quanto à contrapartida dos municípios no convênio que estabelece os custos de manutenção para os mesmos, conforme explicou o presidente da Confederação dos Consegs, Danilo Moraes. “Muitas prefeituras, já cientes da dificuldade orçamentária, procuraram os conselhos para realizar parcerias. No entanto, não sabiam explicar como funcionaria”, explicou Moraes. “Por isso pedimos para conhecer melhor o programa antes de estabelecer as parcerias”, concluiu.

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Outra questão apresentada pelo conselheiro Jair Rodrigues, de Paranatinga, é quanto à dificuldade de muitos conselhos em conseguir participar dos encaminhamentos junto às administrações municipais nas decisões. “Em muitos lugares são os Consegs que conseguem levantar recursos e viabilizar a estruturação de delegacias, mas na hora de decidir políticas públicas para a segurança, somos deixados de fora pelos prefeitos e vereadores. Não somos chamados a participar”, afirmou o conselheiro com contrariedade.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) esteve representada pelo o superintendente do Centro de Operações de Segurança Pública (Ciosp), delegado Cláudio Alvarez, que destacou a importância da parceria com os Consegs. “Quanto mais pessoas com experiência em segurança pública participarem, melhor. A orientação é para que os municípios tragam os Consegs para esse debate”, esclareceu. “Eles são o braço direito das polícias militar e civil e estão na ponta das ações de segurança em diversos municípios”, afirmou o superintendente.

Alvarez destacou ainda a importância da reunião para alinhar informações e defendeu que os municípios se valham do conhecimento dos conselhos para o melhor resultado na implantação do programa.  “A demanda inicial é que as câmeras sejam entregues aos municípios, mas não exclui a participação de entidades, como é o caso do Conseg, na idealização da instalação dos pontos onde serão instaladas as câmeras”, destacou o superintendente.

O superintendente destacou que diversos municípios têm procurado a Sesp para buscar os equipamentos. “A adesão tem sido muito grande pelos municípios e estamos aqui, hoje, para inserir os conselhos no processo e também para ouvi-los a respeito de qualquer necessidade, para trazer ainda mais eficiência ao trabalho policial dar início a esse grande projeto de segurança do Estado de Mato Grosso, que já é o maior do Brasil e da América Latina”, defendeu.

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Vigia Mais MT – Lançado no início deste ano, é o maior programa de segurança pública do Brasil, e prevê a instalação de 15 mil câmeras digitais de monitoramento nos 141 municípios mato-grossenses, com investimento de R$ 30 milhões.

O programa prevê a instalação das câmeras por meio de assinatura de termo de cooperação entre o Governo de Mato Grosso e as prefeituras. O governo ofertará gratuitamente as câmeras com equipamentos como nobreak, switch e armários. Aos municípios caberão os custos da instalação e manutenção dos equipamentos.

Conselho Comunitário de Segurança Pública (Conseg) – são entidades de apoio às forças policiais, que representam grupos de pessoas de uma mesma comunidade, que se reúnem para discutir, planejar, analisar e acompanhar as soluções dos problemas que refletem na segurança e na qualidade de vida local. São, portanto, um meio de estreitar as relações entre comunidade e polícia, e fazer com que estas cooperem entre si.

O estado de Mato Grosso conta com 94 Consegs, sendo quatro deles localizados em Cuiabá. 

Fonte: ALMT – MT

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Dr. João anuncia implantação em MT da carteira digital durante 1º Encontro de Fibromiálgicos

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O primeiro secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), anunciou durante o 1º Encontro de Fibromiálgicos de Mato Grosso, na sexta-feira (29), a implantação da carteira digital da pessoa com fibromialgia no estado. O anúncio foi recebido como um novo avanço na luta por reconhecimento e acesso a direitos para quem convive com a condição.

Promovido pela Superintendência da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), o encontro reuniu pacientes, profissionais de saúde, representantes de instituições e autoridades públicas em um momento voltado ao diálogo, à conscientização e ao fortalecimento de políticas públicas para as pessoas com fibromialgia. Durante a programação, os participantes discutiram diagnóstico precoce, acesso aos serviços públicos, direitos, tratamento multidisciplinar e qualidade de vida.

Dr. João aproveitou o encontro para anunciar que a carteira, criada por lei, a partir de um projeto de lei de sua autoria, passará a contar também com formato digital, ampliando o acesso e facilitando a comprovação da condição por parte dos pacientes.

“Essa é uma luta que a gente vem travando há anos, sempre ouvindo quem sofre com a fibromialgia e entendendo as dificuldades do dia a dia. A carteira digital representa mais dignidade, mais praticidade e mais respeito. Nosso objetivo sempre foi tirar essa política do papel e fazer com que ela funcione de verdade na vida das pessoas”, afirmou o deputado.

Neste ano, o parlamentar garantiu que a legislação passará por uma atualização para deixar claro que a emissão do documento é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES), podendo ser feita em formato digital e/ou impresso. A mudança foi sancionada por meio da Lei nº 13.350, de 11 de maio de 2026.

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Antes disso, Dr. João já havia consolidado outro marco importante para a causa ao criar a Lei nº 11.554/2021, que instituiu a política estadual de proteção dos direitos da pessoa com fibromialgia em Mato Grosso. A norma equiparou os fibromiálgicos às pessoas com deficiência para fins de acesso a direitos, incluindo prioridade em filas, concursos e outras garantias legais.

Durante o evento, a superintendente da Pessoa com Deficiência da Setasc, Thaís Paula, destacou a importância da atuação do deputado e classificou a implantação da carteira como um passo decisivo para garantir que os direitos previstos em lei sejam efetivamente respeitados.

Segundo ela, Dr. João teve papel fundamental na construção dessa política pública e o estado avança de forma concreta ao oferecer um instrumento de identificação seguro para quem convive com a doença.

“O deputado teve coragem de enfrentar essa pauta e transformar uma demanda antiga em política pública. A carteira é um enorme avanço porque agora a pessoa com fibromialgia passa a ter um documento oficial para comprovar a sua condição e, com isso, ter seus direitos reconhecidos”, destacou Thaís.

Ela citou, como exemplo, uma situação comum enfrentada pelos pacientes. De acordo com a superintendente, muitas vezes a pessoa com fibromialgia tem direito ao atendimento prioritário, mas encontra resistência justamente por não ter como comprovar de imediato sua condição.

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“Às vezes, a pessoa com fibromialgia vai exercer um direito, como passar na frente de uma fila, e acaba sendo constrangida porque não consegue provar que é portadora da doença. Agora, com a carteira, ela terá esse reconhecimento assegurado de forma clara”, acrescentou.

A presidente da Associação de Fibromiálgicos de Mato Grosso (Afibrom-DL), Carmem Miranda Sousa, também elogiou a atuação de Dr. João e afirmou que o deputado se tornou uma referência para as pessoas que convivem com a síndrome no estado. Ela lembrou que o parlamentar não se limitou à apresentação das leis, mas acompanhou pessoalmente a cobrança para que a carteira fosse efetivamente implantada pelo governo.

“ Ele não apenas criou leis importantes para os fibromiálgicos, mas esteve diversas vezes nas secretarias do governo cobrando a implantação da carteira. Isso mostra compromisso real com a nossa causa e com quem sofre todos os dias com essa condição”, afirmou Carmem.

Ao anunciar a novidade da carteira digital durante o encontro, Dr. João reforçou que a luta pela causa da fibromialgia vai além da aprovação de leis e precisa alcançar a vida concreta dos pacientes.

“A lei só tem valor quando ela chega na ponta. E eu sempre disse que não adiantava criar direitos bonitos no papel e deixar as pessoas sem acesso a eles. Esse anúncio de hoje é a prova de que vale a pena insistir, cobrar e lutar até que as coisas aconteçam”, disse.

Fonte: ALMT – MT

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