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Governo de MT investe em tecnologia, contratações e aeronaves para enfrentar incêndios e desmatamento

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O investimento de R$ 77,4 milhões do Governo de Mato Grosso, utilizado para combater incêndios e desmatamento ilegal em 2023, vai possibilitar a contratação temporária de brigadistas, locação de quatro aeronaves, aquisição de uma nova plataforma própria de imagens de satélite de alta resolução para monitoramento ambiental e o financiamento de equipes de fiscalização em campo.

Conforme o secretário executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Alex Marega, as aquisições já estão sendo realizadas desde o início do ano de 2023 para garantir insumos e estrutura tanto para a prevenção, quanto para o período de enfrentamento aos crimes ambientais. “O Estado atua para ter condições de dar uma resposta rápida aos crimes ambientais, tanto com a autuação remota, quanto para as ações diretamente no local. Seguimos com a tolerância zero a quem insistir em desmatar ilegalmente ou promover incêndios em Mato Grosso”, afirma.

O gestor avalia que os investimentos dos anos anteriores foram importantes para o fortalecimento dos órgãos ambientais e grande parte das aquisições serão utilizadas por muitos anos, como o caso do helicóptero adquirido em 2021 que custou R$ 21 milhões, os sistemas digitais, as capacitações de servidores e equipamentos permanentes.

Ele destaca ainda a recente entrega de 110 veículos, realizada pelo governador Mauro Mendes no último dia 22. Com as novas viaturas, Mato Grosso soma mais de 200 veículos em campo exclusivamente para o combate ao desmatamento ilegal e incêndios.

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Os recursos fazem parte do Plano de Ação do Conselho Estratégico para o Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais (CEDIF-MT), e estão divididos em sete linhas de ação: gestão, monitoramento, responsabilização, fiscalização, prevenção e combate, proteção da fauna e comunicação.

Principais aquisições

O maior investimento, na ordem de R$ 38 milhões, será para a prevenção e combate aos incêndios em Mato Grosso, com o objetivo de reduzir a área atingida no estado. Entre as ações estão a contração de 180 brigadistas temporários, locação de quatro aeronaves para utilização do Corpo de Bombeiros, roupas de combate aos incêndios e itens de proteção contra chamas, drones, caminhões pipa, entre outros.

A fiscalização recebe o aporte de R$ 16 milhões no ano, mantendo no mínimo dez equipes de fiscalização em campo, contrato de serviço de caminhão-prancha para remover maquinários de infratores, apoio das aeronaves do Ciopaer nas operações em regiões remotas, capacitações para as equipes, comunicação por telefones via satélite, entre outras aquisições.

A proteção da fauna tem o aporte de R$ 10,8 milhões para a construção do novo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais (Cetras) – que tem na sua estrutura o primeiro hospital veterinário estadual para atender animais silvestres – , parceria com clínicas veterinárias credenciadas em todo o estado, e manutenção do posto de atendimento emergencial de animais.

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Estão sendo investidos R$ 7,2 milhões no monitoramento ambiental. Além de custear a manutenção da tecnologia atual, está em desenvolvimento um plataforma própria de alertas de desmatamento ilegal e incêndios florestais, que integra imagens de satélite de diversas plataformas e contempla algumas melhorias.

A responsabilização terá R$ 1,6 milhão para aprimorar o sistema atual de autos de infração (SIGA Autuação e Responsabilização), manter o quadro ampliado de servidores que atuam nos julgamentos de multas ambientais, autuações remotas de desmatamentos ilegais e incêndios florestais e operações estratégicas de repressão ao crime ambiental organizado.

Com o valor de R$ 3 milhões, serão veiculadas campanhas pela Secretaria de Comunicação para alertar a população sobre a importância de prevenir as queimadas e coibir a ação de infratores ambientais no desmatamento ilegal.

Além de recursos do orçamento e superávit da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) com arrecadação de multas, há investimento do Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria de Estado de Comunicação, recursos de Compensação Ambiental, emenda parlamentar e do Programa REM MT (REDD Early Movers).

Fonte: Governo MT – MT

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Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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