A Polícia Civil em apoio ao Ministério Público Estadual, deflagou na quinta-feira (22.06), no município de São Félix do Araguaia (1.200 km a nordeste de Cuiabá), a Operação “Apparatus”.
A ação integrada foi realizada para cumprimentos de mandados de busca e apreensão domiciliares, e contou com apoio da Polícia Militar. Três armas de fogo, várias munições e eletrônicos foram apreendidos.
Um homem de 47 anos foi preso em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
As ordens judiciais foram expedidas para apurar crime de esbulho possessório, visando apreender celulares, notebooks, computadores, mídias, pen drives, HD’s, além de documentos vinculados a uma associação dos trabalhadores rurais, da região conhecida como “Taboca”.
O trabalho policial também objetivou localizar armas de fogo e materiais que possam contribuir com diligências que investigam crimes de suposta venda ilegal de propriedades, ameaças, esbulhos e lavagem de dinheiro.
Participaram da Operação “Apparatus”, policiais civis das Delegacias de São Félix do Araguaia e Alto Boa Vista, policiais militares de São Félix do Araguaia e da Força Tática de Vila Rica.
A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.
Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.
Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.
Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.
As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.
Valquíria
O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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