POLÍCIA

Mulher é presa em flagrante pela Polícia Civil por maus-tratos contra filha de seis anos

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A equipe da Delegacia da Polícia Civil de Sorriso prendeu em flagrante uma mulher de 28 anos pelos crimes de abandono de incapaz e maus-tratos contra a própria filha, de seis anos. A Polícia Civil representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva.

Na quarta-feira (19.07), a Delegacia de Sorriso recebeu a criança, encaminhada pelo Conselho Tutelar da cidade, que foi acionado após a menor ser encontrada andando com outra menor, ambas sem acompanhamento de um adulto, pelas ruas do bairro São Domingos.

Ao ser abordada pelas conselheiras tutelares, a criança de seis relatou, espontaneamente, diversos episódios de abusos sexuais cometidos por várias pessoas, inclusive o próprio irmão, de apenas oito anos.

Diante da situação de vulnerabilidade, a criança foi levada à delegacia, acompanhada pela mãe, que foi avisada da presença do Conselho Tutelar por vizinhos. Na unidade policial, a mulher disse que qualquer fato que a criança tivesse contado, era mentira, e tentou manipular a filha diante das policiais.

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Escuta

A menor foi ouvida em escuta especializada na delegacia, com acompanhamento de psicóloga, e disse que passava fome em casa, com a falta de itens básicos como roupas. Além das necessidades físicas, a criança contou sobre episódios de violência sexual e que presenciou a mãe mantendo relações sexuais com homens que recebe na residência.

A menina também contou que a mãe já a obrigou a ingerir alimentos estragados, que tinha sido jogados no lixo, e que só fazia comida a para os namorados.

Um familiar da suspeita já havia denunciado a mulher ao Conselho Tutelar pela situação de abandono que a criança vivia.
A delegada Jéssica Assis representou pela prisão preventiva da suspeita, que será encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

A criança foi encaminhada para acolhimento em instituição do município e o irmão está com um familiar.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil cumpre mandados contra faccionados que comandavam crimes no Xingu a partir de Cuiabá

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A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou na tarde de quarta-feira, (17.6). a Operação Comando Oculto, para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular um grupo, ligado a uma facção criminosa, responsável por comandar o tráfico de drogas, cobranças ilícitas, crimes violentos e lavagem de dinheiro na região de Santa Cruz do Xingu e municípios vizinhos.

Na operação foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva em desfavor do casal investigado, três mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Santa Cruz do Xingu, além de três medidas de afastamento de sigilo bancário, abrangendo os investigados e a empresa constituída por eles.

Os mandados foram expedidos com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá,

Investigação e atuação à distância

As investigações iniciaram a partir da análise de materiais apreendidos em operações anteriores em Santa Cruz do Xingu e região. Os elementos obtidos permitiram identificar que o principal responsável por ordenar as ações da facção criminosa atuava à distância, residindo na cidade de Cuiabá, de onde exercia o comando das atividades criminosas por meio de aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas.

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Segundo apurado, o investigado utilizava sua posição hierárquica dentro da facção criminosa para determinar a distribuição de entorpecentes, impor funções aos integrantes do grupo, ordenar cobranças de taxas ilícitas e autorizar a aplicação de punições internas, conhecidas como “salves”, valendo-se da intimidação e da extrema violência para manter o controle sobre os membros da organização.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que os valores provenientes da comercialização de drogas na região de Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu eram transferidos para contas bancárias vinculadas à esposa do líder criminoso. Com a finalidade de ocultar e dissimular a origem ilícita desses recursos, o casal teria constituído recentemente uma loja de roupas na capital mato-grossense, a qual passou a ser utilizada, em tese, como instrumento para movimentação e lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas.

Segundo o delegado de Santa Cruz do Xingu, Onias Estevam, as investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados bancários obtidos judicialmente. “O avanço das investigações tem o objetivo de identificar outros integrantes do grupo criminoso, bem como aprofundar a apuração dos crimes praticados pela facção”, disse o delegado.

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Comando Oculto

O nome da operação faz referência à forma de atuação da liderança criminosa investigada, que exercia o comando da organização à distância, sem participar diretamente da execução material dos crimes, mas determinando e coordenando as ações dos integrantes responsáveis pela prática do tráfico de drogas, cobranças ilícitas e atos de violência na região.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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