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Força Tática apreende 71 tabletes de maconha, pasta base e prende três pessoas por tráfico

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Policiais militares da Força Tática apreenderam, nesta sexta-feira (21.07), 71 tabletes de maconha, sete porções de cocaína e seis de pasta base, em duas ações, em Várzea Grande e em Cuiabá. Além disso, três pessoas foram presas por tráfico de drogas e formação de quadrilha.

Conforme informações do boletim de ocorrência, durante patrulhamento de rotina pelo bairro Cristo Rei, na região metropolitana da Capital, os militares visualizaram um casal descendo de um veículo Renault Kwid, prata, em atitude suspeita.

Um suspeito, que estava com um saco preto nas mãos, ao ver aproximação da equipe, correu para dentro da casa. As equipes flagraram o homem carregando nove tabletes de maconha e no porta malas do carro havia mais dois tabletes.

Os suspeitos afirmaram que teriam acabado de pegar os entorpecentes de um homem que estava em uma barbearia, próximo Avenida dos Trabalhadores, em Cuiabá. As equipes saíram em diligência e conseguiram abordar o suspeito ainda no estabelecimento.

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Durante busca pessoal nada de ilícito foi encontrado, mas no carro do suspeito, um Chevrolet Onix, foi localizada uma mochila contendo oito tabletes de maconha. O suspeito confessou ser o proprietário das drogas e que teria mais entorpecentes em dois endereços.

Em seguida, os militares se deslocaram para uma chácara na região da Ponte de Ferro onde encontraram dez tabletes de maconha e para uma casa no bairro Bela Vista, onde apreenderam diversos tabletes de maconha, pasta base de cocaína e skank, além de outros materiais para comercialização das drogas. Os três suspeitos e todo material ilícito apreendido foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências cabíveis.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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