Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT) participa da 24ª Feira Ponta de Estoque da Associação Comercial e Empresarial de Tangará da Serra (ACITS), que começou nessa quinta-feira (03.08), no Centro de Tradições Gaúchas (CTG). Durante os dias da feira, que termina neste sábado (05.08), os agentes de créditos cadastrados na Desenvolve MT que presta apoio e auxilia os empreendedores locais na tomada do crédito estarão no estande da prefeitura para atender os interessados, tirar dúvidas e orientá-los.
Na cerimônia de abertura, o diretor de Desenvolvimento e Crédito da Desenvolve MT, Hélio Tito de Arruda, apresentou a instituição e falou das oportunidades de crédito disponíveis para os empreendedores locais, como por exemplo o MT Garante, fundo de aval do Governo que pode ser utilizado para complementar a garantia na hora de contratar o financiamento.
“O Governo tem interesse em fomentar os pequenos negócios e disponibiliza linhas de crédito para os empreendedores e nossa participação aqui é expandir as parcerias, deixar disponível a agência para todos os empreendedores que tenham interesse em montar um negócio ou ampliá-lo”, explicou.
O evento retornou após três anos com um novo modelo que busca reunir múltiplos setores do comércio local, com o intuito de desenvolvimento econômico da cidade e região.
Ao todo, são 70 estandes estarão expostos na feira, oferecendo uma diversidade de produtos e serviços que atendem aos mais variados interesses, desde roupas e acessórios até eletrônicos e artigos para o lar.
A Desenvolve MT possui diversas linhas de crédito para empreendedores que buscam capital de giro, ou investimentos, compra de maquinário, troca de frota de veículos, ou aquisição de motocicletas utilizados no transporte de carga ou mercadorias, além do programa Jovem e Mulher Empreendedora para quem está começando o seu negócio.
Marli Garcia que vende açaí e raspadinha com o crédito que obteve da Desenvolve MT participa da feira.
“Eu tinha a vontade, mas não tinha o dinheiro. Fui até a prefeitura, me informei com o agente de crédito e busquei a linha de crédito Mulher empreendedora logo no começo, para comprar a máquina de raspar gelo elétrica e terminar de montar o meu carrinho. Deu tudo certo graças ao crédito do Governo. Já estou terminando de pagar e quero buscar um segundo crédito para montar outro carrinho”, conta a empreendedora.
Também participaram da abertura do evento, o secretário de Indústria e Comércio de Tangará da Serra, Silvio Somavilla, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresarais do Estado de MT (Facmat) e conselheiro do Sebrae Mato Grosso, Jonas Alves, Lélia Brun, superintendente do Sebrae Mato Grosso e o presidente da ACITS, Rodrigo Andrade.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.