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Curso de libras, inglês e espanhol visa ampliar acessibilidade ao atendimento eleitoral

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Com o objetivo de ampliar o acesso de pessoas com deficiência e imigrantes aos serviços da Justiça Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) iniciou cursos de libras, inglês e espanhol para atendentes, nesta segunda-feira (07.08). O projeto piloto é realizado pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) e a Ouvidoria Eleitoral, com conteúdo focado no atendimento especializado.

A iniciativa conta com a participação de professores(as) e monitores(as) de forma voluntária e a expectativa é, após avaliação dos resultados do projeto piloto, ampliar o projeto e incluir profissionais especializados. Cerca de 15 servidores(as), entre atendentes da Corregedoria, Ouvidoria e da Casa da Democracia, participam.

As aulas ocorrem às segundas (espanhol), quartas (libras) e sextas (inglês), das 11h às 11h30, na sala de aula da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT). O curso será realizado até o dia 29 de novembro deste ano.

A vice-presidente e corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves, frisou que a ampliação da acessibilidade é uma das prioridades da atual gestão. “Com este curso, iremos contribuir para a inclusão de pessoas surdas e mudas e daquelas que vieram de outros países e têm dificuldade na compreensão da nossa língua. Não visamos apenas o atendimento por si só, mas um acolhimento e atenção àqueles q àquelas que têm alguma barreira para acessar nossos serviços”.

Na abertura, o juiz auxiliar da Corregedoria, Antônio Veloso Peleja Júnior, ressaltou que a atividade é resultado da preocupação do TRE-MT em ampliar a acessibilidade. “Ser uma nação solidária implica em contribuir com a inclusão e melhores condições de vida para as pessoas socialmente vulneráveis. Parabenizo a Ouvidoria Eleitoral, na pessoa do ouvidor, Dr. Jackson Coutinho, por esta ideia que é bastante inclusiva. Somos servidores públicos e nossa missão é servir ao público, melhorar as condições de vida da sociedade, garantindo o acesso de todos e todas”.

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De acordo com o ouvidor eleitoral e juiz-membro do TRE-MT, Jackson Francisco Coleta Coutinho, outras iniciativas foram realizadas de formas pontuais a atendentes da Ouvidoria, mas sem uma continuidade. “Nossa ideia é colocar em prática este projeto piloto, integrando servidores(as) das demais centrais de atendimento, e posteriormente, analisarmos os resultados para fazer ajustes e implementar uma ação permanente e mais profissional. Tudo isso visando a melhor comunicação com o público e a efetividade do serviço prestado à sociedade”.

O auxiliar da Ouvidoria Eleitoral, Gilson Henrique Verlangieri Carmo, disse que o conteúdo é focado nas demandas de eleitores(as), já que serão abordados tópicos que auxiliem os(as) participantes a atenderem pessoas com deficiência e imigrantes da melhor forma possível. A servidora da Assessoria de Planejamento (Asplan) do TRE-MT, Grace Cristiani Carvalho Nunes Gasparoto, que atua na assistência de sustentabilidade e acessibilidade, frisou que a iniciativa está totalmente alinhada ao Programa de Logística Sustentável (PLS). “Dentro do pilar social, temos ações solidárias voltadas ao público externo. A preocupação em atender este público de forma digna representa que nossa instituição está se portando de forma socialmente responsável”.

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Para a coordenadora da Central de Atendimento da Casa da Democracia, Wilma Carla Chaves Figueiredo Seixas, disse que o curso é muito importante. “Queremos capacitar todos(as) da central, acho interessante dar continuidade e ter a prática de conversação para as pessoas poderem atender no dia a dia, não só na Casa da Democracia, mas nos mutirões e outras iniciativas de atendimento externas, onde temos muita demanda de pessoas com deficiência e estrangeiras, por exemplo”.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto da sala de aula instalada na Casa da Democracia, em que aparecem servidores(as) sentados nas carteiras, de perfil, de frente para uma parede com uma tela de projetor. Nela, está projetado um slide com a marca do TRE-MT e abaixo, está escrito Capacitação de Libras, Espanhol e Inglês À esquerda, está o juiz auxiliar da Corregedoria, Antônio Veloso Pele Júnior e, à direita, o auxiliar da Ouvidoria Eleitoral, Gilson Carmo.

Fonte: TRE – MT

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Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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