Em uma cerimônia solene realizada nesta quinta-feira (10 de agosto), o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) recebeu o magistrado Claudio Roberto Zeni Guimarães como novo juiz-membro substituto na categoria juiz de direito. Com sua posse, Guimarães assume a importante responsabilidade de contribuir para a vitalidade da Justiça Eleitoral no biênio 2023/2025, preenchendo a vaga anteriormente ocupada pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, cujo mandato encerrou no dia 13 de julho.
A solenidade foi realizada no gabinete da presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. Em suas palavras, a presidente destacou os desafios inerentes à realização das Eleições Municipais de 2024, ressaltando a confiança na capacidade do novo juiz-membro para enfrentar essas importantes tarefas. “Conheço a sua trajetória e sei que, em outras oportunidades, exerceu o cargo de juiz eleitoral. Tenho plena confiança em sua expertise e espero contar com seu apoio nas demandas que surgirão”, afirmou.
O momento da posse foi marcado por um sentimento de compromisso e otimismo. Claudio Roberto Zeni Guimarães expressou sua gratidão pela acolhida calorosa e compartilhou sua prontidão para assumir as novas atribuições. Com uma carreira de 20 anos na magistratura, o magistrado reforçou sua preparação e experiência para abraçar com confiança e dedicação a missão confiada a ele na Justiça Eleitoral.
“Estou profundamente honrado por ter sido escolhido pelo Plenário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Minha trajetória como juiz eleitoral e a vivência na condução de eleições me proporcionaram conhecimentos fundamentais para essa nova empreitada. Somando com a sabedoria e a experiência dos demais membros do Tribunal, conduzirei minha nova missão com responsabilidade, serenidade, independência e competência”, garantiu.
Jornalista: Andréa Martins Oliveira
#PraTodosVerem: Imagem de fundo cinza claro com quadriculados na modalidade transparência, contendo na parte de cima uma tarja preta com os dizeres “Judiciário – Solenidade de Posse”. Na parte central, duas fotos, sendo uma da presidente do TRE-MT e o magistrado empossado, sorrindo e a outra foto, consta o empossado assinando o termo de posse. Abaixo dessas duas fotos, consta o texto: Claudio Roberto Zeni Guimarães, juiz-membro categoria juiz de direito. Na parte debaixo da imagem outra tarja preta. Na parte de cima da imagem logo abaixo a tarja preta, posicionado do lado direito consta a logo do TRE-MT.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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