A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) realiza, nesta quarta e quinta-feira (30 e 31 de agosto), o 1º Encontro de Professores de Classe Hospitalar e Atendimento Domiciliar da Rede Estadual de Ensino, na sala Anderson Flores, no Cine Teatro Cuiabá.
De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o evento reúne professores, representantes das Diretorias Regionais de Educação (DREs), da sede da Seduc e do Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), “com objetivo de fortalecer as ações pedagógicas e garantir a continuidade da escolaridade e da aprendizagem aos estudantes cuja doença impeça a frequência escolar”.
Tanto a Classe Hospitalar quanto o Atendimento Domiciliar são legalmente reconhecidos como modalidade de atendimento educacional-pedagógico em ambiente não escolar.
A Classe Hospitalar pode ser caracterizada como modalidade de ensino que prevê a assistência educativa a crianças internadas, em situação de risco educacional ou à evasão escolar. Já no Atendimento Domiciliar os estudantes são atendidos em casa, quando encaminhados por médicos, uma vez que estão impedidos de frequentar a escola. Neste caso, os estudantes para receber este atendimento dependem de um laudo médico.
“Essas ações objetivam dar continuidade aos estudos, desenvolvendo atividades educacionais que favoreçam a formação do estudante em idade escolar, pautando-se nas identidades, potencialidades, com conteúdos próprios se necessário. Para que esses estudantes possam ter seus direitos assegurados e a formação continuada, prevê a qualificação dos profissionais e os municípios envolvidos nessa modalidade”, acrescentou a coordenadora da Educação Especial, Paula Cunha.
A professora Nadia Turequi Silva, pós-graduada em Atendimento Educacional Especializado e Classe Hospitalar, avalia que o encontro é uma forma de compartilhar o conhecimento dos professores, já que são poucos os profissionais habilitados e que sabem lidar muito com o emocional das famílias.
“Estamos dentro do hospital não só para dar continuidade ao aprendizado. Também ajudamos a minimizar a dor e a trazer um pouco de esperança para aquela criança que está em um ambiente diferente da sua rotina. Então, quando a gente vai com um lápis de cor, caderno ou um tablet, já percebemos um olhar diferente e o prazer da criança em tirar um pouco o foco da doença”, falou.
Aline Fabiane Rodrigues da Silva, professora pedagoga do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT), observou que o trabalho realizado dentro das unidades de saúde também segue uma normativa e orientação da escola em que a criança ou adolescente está matriculado. Além disso, todo o protocolo clínico é respeitado se o paciente não está bem é feita uma adaptação para que ele não perca o ano letivo.
A professora Marilza Márcia Duarte, do atendimento domiciliar, por sua vez, comentou que atender o estudante em sua casa é também entender um pouco mais da patologia da doença e da rotina diária. Ela ressaltou que a continuidade dos estudos é uma forma da criança e do adolescente entenderem que ele também é importante e faz parte da sociedade.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (28.4), a segunda fase da Operação Western, com o objetivo de desarticular a cadeia de fornecimento e o fluxo financeiro de um grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas em Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda.
Na operação, são cumpridas sete ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e quatro ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias, com limite de até R$ 50 mil por conta, visando atingir o patrimônio obtido com a comercialização de drogas.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são todas cumpridas na capital.
A ação é desdobramento direto da primeira fase da operação, realizada em junho de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão que resultaram na prisão em flagrante de dois investigados e na apreensão de entorpecentes, dinheiro e materiais utilizados na atividade ilícita.
As investigações apontaram a continuidade da atividade criminosa, mesmo após as prisões realizadas na primeira fase, revelando a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes, incluindo fornecedores, intermediadores e operadores financeiros.
Entre os alvos identificados está o fornecedor responsável por abastecer o grupo com diferentes tipos de entorpecentes, além de outras pessoas utilizadas para movimentação de valores por meio de transferências bancárias, especialmente via Pix, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos.
De acordo o delegado responsável pelas investigações, André Rigonato, o grupo atuava de forma coordenada, na modalidade rateio de drogas. Primeiro faziam a aquisição e o fracionamento, depois a distribuição das drogas, evidenciando a prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
“A segunda fase da Operação Western tem como foco o aprofundamento das investigações, a coleta de novas provas e a descapitalização do grupo criminoso, por meio do bloqueio de ativos financeiros. As investigações seguem em andamento e novas medidas poderão ser adotadas com base na análise do material apreendido”, explicou o delegado.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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