Tribunal de Justiça de MT

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Coragem, imparcialidade e neutralidade foram alguns dos temas abordados pelo juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto durante diálogo com os juízes substitutos que integram o Curso Oficial de Formação de Inicial de Magistrados (Cofi). A aula teve como tema ‘Filosofia do Direito e Direito e Moral’ e foi ministrada na sede da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).
 
“Coragem é atributo imprescindível ao magistrado para que possa decidir. Sem ela, você não será elemento de mudança. Não será ser que existe, que tem essência. E essa essência é boa, é da boa vida, é a essência aristotélica da virtude. Sem coragem, os senhores continuarão da mesma forma”, explicou o magistrado ao falar de atributos necessários aos magistrados.
 
O diálogo se estendeu para a imparcialidade e a neutralidade. “A imparcialidade é muito difícil de existir. Já a neutralidade é impossível. Isso porque a neutralidade despersonifica a pessoa é como um não-ser. Já a imparcialidade, ela mantém a pessoa com sua dialética, sua cognição, mas não chega a despersonificar, por isso ainda é possível estar no comando, determinado aos juízes que sejam imparciais. Ainda assim é difícil falar de imparcialidade.”
 
O professor apontou ainda que muitas vezes os juízes serão pressionados a não ser imparciais no exercício da função, mas que devem resistir. “Diante da essência de cada um e diante de órgãos superiores mais fortes o magistrado será forçado a não ser imparcial, porém, deve reagir. Honestidade é condição ‘sine qua non’. O primeiro é mais forte atributo do magistrado é a coragem. O juiz tem que ser corajoso. Não a coragem birrenta, mas aquela coragem tranquila.”
 
Gonçalo também abordou outras questões importante para o trabalho do magistrado quando assumirem comarcas no interior do Estado como por exemplo a vaidade. “A autoridade do juiz não está na forma. Está na autoridade do que temos na cabeça. É necessário ter maturidade e humildade também.”
 
Professor de Filosofia da Esmagis-MT, o juiz Gonçalo Antunes também apresenta o programa Magistratura & Sociedade da Escola https://esmagis.tjmt.jus.br/pagina/60b7bd8c7f0627001cd45efc . A aula foi realizada em 6 de setembro, na sede da Esmagis-MT, durante o Cofi.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem: Foto colorida e horizontal. Sala de aula com juízes e juízas sentados prestando atenção na aula. Eles estão de costas para a foto. Ao fundo, juiz está em pé, veste roupa escura, segura microfone e fala aos alunos.
 
Abaixo, leia matérias correlatas.
 
 
 
 
Keila Maressa
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Juiz Agamenon Alcântara é o entrevistado da 48ª edição do programa “Por dentro da Magistratura”

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Cartaz com o título Na próxima sexta-feira (12), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) exibirá a 48ª edição do programa “Por dentro da Magistratura”. Realizada em parceria com a Coordenadoria de Comunicação do Poder Judiciário estadual, a edição traz uma entrevista exclusiva com o secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, que abordará ações relacionadas à gestão institucional e o panorama da carreira jurídica.

Natural de Cuiabá, onde morou no bairro do Porto, o entrevistado possui uma sólida trajetória na área jurídica. Graduado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em 1992, atuou como advogado, técnico judiciário e assessor jurídico antes de ingressar na magistratura em Roraima, onde exerceu a função de 1996 a 1999. Em fevereiro de 1999, após aprovação em concurso público, tomou posse como juiz substituto em Mato Grosso, dando início a uma longa carreira em seu estado natal.

Ao longo de mais de duas décadas de atuação em Mato Grosso, o magistrado acumulou expressiva experiência na área administrativa do Tribunal de Justiça e na Justiça Eleitoral. Titular da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, ele alia a prática diária à dedicação acadêmica: é doutorando pela Fadisp, mestre pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, além de especialista em Direito Público, Administrativo, Penal e Processo Penal.

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Durante a entrevista, o secretário-geral analisa a transição do papel do juiz na era digital e defende uma atuação proativa, focada no diálogo com a comunidade e na conciliação para evitar a judicialização excessiva. “O juiz precisa interagir e até antecipar à judicialização, […] conseguindo, na sua atuação, fazer acordos ou resolver questões pré-processuais. Eu adoro a questão pré-processual”.

Assista neste link à chamada do programa.

https://www.youtube.com/watch?v=3S98epEohpY

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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