MATO GROSSO

Municípios de MT são capacitados em respostas efetivas às emergências em saúde pública

Publicado em

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) apoiou a capacitação de cerca de 84 pessoas de 22 municípios em respostas às emergências em saúde pública. A oficina foi organizada pelo Ministério da Saúde e ocorre nesta quarta-feira e quinta-feira (27 e 28.09), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

A proposta é que cada área ligada à saúde seja fortalecida para a detecção, notificação, investigação e resposta a eventos e agravos. O secretário adjunto de Atenção e Vigilância em Saúde da SES, Juliano Melo, cita como exemplo a pandemia pela Covid-19, que exigiu ações conjuntas dos entes federais, estaduais e municipais.

“Trabalhamos para fortalecer a Vigilância em Saúde no Estado, promovendo a colaboração entre instituições, setores e áreas técnicas envolvidos na temática. Entendemos que é por meio do diálogo e da troca de experiências que vamos melhorar a atuação de todos frente às emergências em saúde. Tivemos recentemente a pandemia pela Covid-19, uma emergência em saúde pública que exigiu que os governos federais, estaduais e municipais caminhassem juntos no enfrentamento da situação”, lembra Juliano.

Conforme a superintendente em exercício de Vigilância em Saúde da SES, Janaína Pauli, a oficina leva em consideração tanto os pontos fortes quanto os que necessitam de atenção no Estado. “Precisamos sempre aprimorar as práticas relacionadas à detecção, notificação, investigação e a resposta a eventos e ameaças à saúde em cada território”, entende Janaína.

Além do setor de Vigilância em Saúde da SES, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs-MT), ligado à SES, também esteve à frente da oficina. A unidade desenvolve diversas ações no Estado, como identificação de emergências epidemiológicas de modo contínuo e sistemático por meio de notificação telefônica (Disque Notifica), eletrônica (E-notifica) e informações nos principais meios de comunicação.

“A rede também aperfeiçoa os mecanismos de triagem, verificação e análise das notificações para localizar e responder às emergências epidemiológicas, além de fortalecer a articulação entre a SES, as Secretarias Municipais de Saúde e outros órgãos e/ou instituições para o desencadeamento de resposta às emergências em saúde pública”, pontua Tatiana Belmonte, integrante do Cievs-MT.

A oficina

Participam desta capacitação profissionais do estado e dos municípios que atuam nas Vigilâncias Epidemiológica, Sanitária, Laboratorial, Ambiental, em Saúde do Trabalhador, Epidemiológica Hospitalar (VEH), além dos servidores dos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

Durante os dois dias de oficina, o grupo discutiu como o Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde atuação na preparação, vigilância e resposta às emergências em saúde pública. A equipe abordou ainda a atuação da Vigilância em Saúde no Estado do Mato Grosso. O resultado do encontro será um Plano de Ação integrado e dedicado às ações relacionadas a Vigilância em Saúde.

Fonte: Governo MT – MT

Leia Também:  Governo de MT paga salário de servidores estaduais nesta sexta-feira (27)

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Published

on

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Ação integrada da Sesp apreende 20 armas de fogo e prende três foragidos da Justiça

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  Cridac recebe prêmio por atuação em defesa dos direitos das pessoas com deficiência em MT

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA