O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) controlou um incêndio em Cáceres, próximo à Estação Ecológica de Taiamã, região do Pantanal, na noite de quarta-feira (27.09). Permanecem no local quatro equipes dos Bombeiros e uma Brigada Estadual Mista, de Mirassol D’ Oeste, para monitorar o local e garantir que o fogo não se propague.
“Neste momento, as equipes ficam em alerta durante o monitoramento. Nestes últimos dias, nossos militares construíram aceiros e utilizaram o contrafogo para direcionar as chamas até o rio Paraguai. O resultado deste trabalho é o confinamento do fogo entre corixos e o rio”, explicou o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Marco Aires.
As ações de combate começaram no último domingo (24.09), após a detecção do fogo na região por meio da plataforma de monitoramento da corporação. Já na quarta-feira, uma aeronave do Grupo de Aviação Bombeiro Militar sobrevoou a região para que as equipes pudessem trazer as melhores estratégias de combate.
Além do acompanhamento no local, o Batalhão de Emergências Ambientais, em Cuiabá, e o Comando Regional 5, em Cáceres, monitoram remotamente o comportamento do incêndio no parque para orientar as equipes em campo.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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