A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou no domingo (01.10) a Operação Corixo, para cumprimento de mandado de busca na região do Pantanal, município de Poconé (104 km ao sul de Cuiabá).
A ordem judicial de busca foi cumprida em um pesqueiro situado em Porto Cercado, onde foi apreendida uma espingarda calibre 22 com sete munições.
O gerente do estabelecimento comercial, de 61 anos, foi conduzido até a Delegacia de Poconé, ouvido e autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Na ocasião também foram feitas abordagens, fiscalização educativa e orientativa, bem como falado sobre o início da Piracema, período de proibição da pesca devido a reprodução dos peixes, quando eles sobem as correntezas para a desova.
As investigações inciaram alguns meses, após denúncia de pesca predatória de peixe fora da medida e uso de rede, em uma área de reserva permanente, protegida e com a função ambiental de preservar os recursos hídricos.
Conforme apurado pela Dema, no local há pessoas que não se inibem com a presença das forças de segurança pública na região, e praticam a pesca ilegal de forma reiterada.
Nome da operação
Corixo é um curso d’água que pode apresentar diversos tamanhos e larguras, como se fossem braços de rios, que se formam durante a cheia na planície pantaneira.
Na época da vazante eles levam essa água espalhada pela planície de volta ao curso do rio. Corixos podem ligar os canais dos rios com lagoas, áreas alagadas, baías e também a outros rios próximos nos períodos de cheia.
A origem desse termo está relacionada aos períodos de vazante (quando a água começa a escoar) e de cheia do Pantanal, por isso, apresentam uma enorme concentração de vida selvagem, devido à quantidade de água que retém.
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.
Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.
Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.
A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.
Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.
Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.
“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.
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