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Comissão de Saúde recebe balancete financeiro e orçamentário da SES

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Os integrantes da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa receberam a equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES) que mostrou o balancete financeiro e orçamentário da pasta referente ao segundo quadrimestre de 2023.

Após a apresentação dos técnicos, os deputados não gostaram dos dados explanados pela SES e, ficou acertado que, na sessão desta quarta-feira (10), o presidente da comissão, deputado Lúdio Cabral (PT), vai apresentar um requerimento aos demais parlamentares pedindo a convocação do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, para tratar especificamente da questão. Também serão propostas novas audiências públicas para discutir a judicialização na saúde, processo de regulação, e a necessidade de fazer um planejamento da rede de serviço estadual por região.

“A saúde pública é um problema. Vejamos os exemplos dos hospitais regionais de Colíder, que está com suas portas fechadas atendendo apenas urgência e emergência, e em Sorriso, que apresenta o mesmo quadro, além da falta de pagamento que já está em cinco meses atrasados, no Estado que tem 12 bilhões de reais em caixa”, revelou Cabral.

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“Para mim, vejo que se adotou um modelo de gestão desde de 2019 e que me parece estar entrando em colapso, que é o modelo das terceirizações. Era importante, na audiência hoje, que tivéssemos o detalhamento desses números, além da compreensão, que apontássemos caminhos para superação dessa situação”, destacou o deputado.

Na ocasião, Lúdio Cabral citou a ausência do secretário Gilberto Figueiredo na audiência. “Eu esperava a presença do secretário de saúde nessa audiência, não apenas a equipe técnica, que traz os dados, mas não tem poder de decisão sobre as questões levantadas”, destacou.

Durante a explanação, um dos dados citados pelo assessor técnico da SES, Oberdan Coutinho, se referia as despesas próprias com ações de serviços públicos de saúde por subfunção. Os gastos com assistência hospitalar e ambulatorial, por exemplo, Coutinho disse que o Estado pagou o equivalente a R$ 967.294113,00 até o segundo quadrimestre deste ano.

Para as despesas totais com saúde por subfunção no mesmo quadrimestre, a SES, teve um total de despesas pagas o valor de R$ 2.156.790,85. “O relatório tem como objetivo apresentar metas do plano da Secretaria [de Estado de Saúde] e dados obrigatórios para serem cumpridos perante a lei. Todas as informações são lançadas quadrimestralmente no sistema de transparência para qualquer cidadão possa acessar. Apresentamos um resumo de todas as informações necessárias lançadas no sistema”, revelou.  

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O Hospital Regional de Sorriso está há cinco meses com os salários atrasados para alguns médicos. A informação foi passada pelo vereador do município, Damiani da TV, durante a audiência.

“Em Sorriso, alguns médicos já fizeram a paralização dos serviços por falta de pagamento. Eles não recebem desde o mês de maio, perfazendo cinco meses sem salário, e alguns serviços estão parados como a pediatria e a neurocirurgia. No total, são dezenas de profissionais sem receber do Estado. Entendo que o governo não vem fazendo sua parte, precisa resolver essa situação com os profissionais da saúde que atendem em Sorriso. Estamos vivendo um caos e, se a situação permanecer, sofremos a possibilidade de fechar as portas”, disparou ele.

Fonte: ALMT – MT

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CCJR aprova 30 propostas em reunião ordinária nesta terça (26)

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou 30 matérias durante reunião ordinária realizada na tarde desta terça-feira (26). O Projeto de Lei (PL) nº 273/2025 foi um dos que receberam parecer favorável do colegiado. A proposta prevê obrigatoriedade de instalação de sensores de segurança em veículos de transporte escolar. O objetivo é prevenir o esquecimento de crianças.

O autor da proposta e membro suplente da CCJR, deputado estadual Wilson Santos (PSD), defendeu a iniciativa. Segundo ele, a instalação dos sensores em vans, micro-ônibus e ônibus escolares pode evitar tragédias provocadas pelo esquecimento de crianças dentro dos veículos. “É inacreditável como se perde vidas no Brasil à toa, por motivos fúteis. Nós já assistimos a várias famílias serem destruídas pela morte de crianças esquecidas dentro de carros. Queremos que esses sensores sejam instalados nos veículos escolares para que não tenhamos mais essas tragédias em Mato Grosso”, afirmou o parlamentar.

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Ele também defendeu a aprovação do projeto que pretende criar carteira de identificação para pacientes de cannabis medicinal. O PL nº 1404/2024, apresentado por Elizeu Nascimento (Novo), foi retirado de pauta após o relator recomendar a reprovação da matéria. Então, a matéria deve ser analisada na próxima sessão da CCJR.

Para Wilson Santos, a proposta é parecida com o PL nº 1612/2025, que trata da emissão de carteira de identificação para pessoas com cardiopatia congênita, e que foi aprovado no encontro. O parlamentar afirmou que Mato Grosso foi um dos primeiros estados a regulamentar o fornecimento de medicamentos à base de cannabis medicinal e destacou os avanços proporcionados pela medida. “Isso tem ajudado muito a mitigar sofrimentos, a encaminhar tratamentos dignos e a melhorar a qualidade de vida de centenas de mato-grossenses”, declarou. Segundo ele, a carteira de identificação pode garantir mais segurança e respeito aos pacientes em abordagens policiais e em outras situações do cotidiano.

Das 30 matérias que receberam parecer favorável, duas foram aprovadas em redação final. São elas o PL nº 1199/2023 e PL nº 1532/2024. Outras nove propostas receberam parecer contrário da comissão e houve um pedido de vista. Além de Wilson Santos, participaram da reunião Diego Guimarães (Republicanos), Chico Guarnieri (PSDB), Eduardo Botelho (MDB) e, de maneira remota, Dilmar Dal Bosco (União).

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Fonte: ALMT – MT

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