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Dia Social – De Cara Limpa Contra as Drogas reuni mais de 700 pessoas em Cuiabá

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Cerca de 650 alunos da rede pública de ensino de Cuiabá e Várzea Grande, participaram do evento “Dia Social – De Cara Limpa Contra as Drogas”, promovido pela Polícia Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária.

O momento de festividade e recreação foi realizado nesta sexta-feira (27.10), no SESC Balneário, situado no bairro São João Del Rei, em Cuiabá, reunindo mais de 700 pessoas, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Durante toda a manhã foram diversas exibições culturais, como as apresentações da Banda de Música de Várzea Grande, da Escola Militar Tiradentes e da banda Fanfarra composta por estudantes da Escola Estadual Professor José Mendes Martins.

Também houve gincanas, distribuição de lanches, brincadeiras como pula-pula e brinquedos infláveis, demostração das expertises dos cães farejadores dos canis do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e do Serviço de Operações Penitenciárias Especializadas (SOE).

Entre outras atividades sociais, os alunos passearam no veículo Chevrolet Camaro, viatura da Polícia Civil, conheceram de perto o helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), que também fez três voos presenteando os participantes sorteados.

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Para completar a programação de alegria e interação, o público se divertiu com a presença do mascote “BomDog” do Programa de Cara Limpa Contra as Drogas, e do mascote “Leão Daren” do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), entre outras atrações.

Conforme o coordenador de Polícia Comunitária, delegado Carlos Francisco de Moraes, o evento alcançou o principal objetivo que foi a promoção social, proporcionando uma manhã de cidadania e muita alegria.

A Polícia Comunitária busca a integração com a comunidade, visando a aproximação do cidadão, crianças, adolescentes, estimulando a prática do esporte, fomentando a educação e a estrutura familiar”, destacou o delegado.

Carlos Francisco de Moares também agradeceu os colaboradores do evento, sendo aproximadamente 50 policiais civis da Polícia Comunitária e de outras unidades das Diretorias Metropolitana e Atividades Especiais.

O “Dia Social – De Cara Limpa Contra as Drogas” também contou com o apoio essencial das forças de Segurança Pública: Polícia Militar, Corpo de Bombeiro Militar, Politec, Sistema Prisional, além da Assembleia Legislativa, Secretaria Estadual de Educação, Sindicato dos Investigadores de Polícia, Sindicatos dos Delegados de Polícia e empresas privadas.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre 48 ordens em MT contra quadrilha do golpe do Falso Executivo

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre 48 ordens judiciais, na manhã desta terça-feira (8.6), dentro da Operação Interface, ofensiva interestadual deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com foco na desarticulação de um grupo criminoso especializado em estelionatos eletrônicos mediante a aplicação do golpe do “Falso Executivo”.

Na operação, são cumpridas um total de 87 ordens judiciais, sendo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão nos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte. Também serão realizados os bloqueios de todas as contas bancárias vinculadas aos investigados.

Em Mato Grosso, os trabalhos são coordenados pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, sendo cumpridos 32 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão, com alvos na Capital e em Várzea Grande.

O cumprimento das ordens judiciais conta com apoio das equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA) e 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá.

A investigação, conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, do Departamento de Polícia Metropolitana (3DP/2DPRM/DPM) da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, revelou uma rede criminosa com atuação em Mato Grosso e Rio Grande do Norte, com uso de “conteiros” e pulverização de valores para dificultar o rastreamento financeiro.

Os trabalhos investigativos e operacionais contaram com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Coordenação-Geral de Crimes Cibernéticos (CGCIBER/Diopi/Senasp), do Ministério da Justiça, e das Polícias Civis dos estados de Mato Grosso e do Rio Grande do Norte.

Esquema

As investigações apontam que o grupo criminoso especializado em golpes eletrônicos causou um prejuízo superior a R$ 193 mil a uma empresa do setor industrial no estado do Rio Grande do Sul. O esquema utilizava aplicativos de mensagens para se passar por executivos de empresas e induzir funcionários do setor financeiro a realizar transferências bancárias para contas controladas pelos criminosos.

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A fraude que deu início às investigações ocorreu em 2025, quando uma das vítimas, assistente financeira de uma indústria, realizou pagamentos para terceiros, acreditando receber instruções legítimas do presidente da empresa. O esquema demonstra um exemplo do crescimento dos golpes corporativos praticados por grupos criminosos especializados em engenharia social.

De acordo com a investigação, a assistente financeira recebeu mensagens de um número de telefone que exibia a fotografia do presidente da empresa. Como o executivo estava em viagem e frequentemente solicitava pagamentos a fornecedores por meio de mensagens, a funcionária não identificou qualquer irregularidade.

Seguindo as orientações recebidas, ela realizou transferências bancárias para contas indicadas pelo suposto diretor. Os valores foram distribuídos entre diferentes destinatários. Somente dois dias depois, ao perceber que os pagamentos eram elevados e haviam sido solicitados em curto espaço de tempo, a funcionária desconfiou da situação. Ao verificar o número utilizado, constatou que ele não correspondia ao telefone verdadeiro do presidente da empresa.

Investigação

A partir do registro da ocorrência, a investigação foi iniciada com a finalidade de identificar os responsáveis. As diligências apontaram que o golpe foi executado a partir do estado de Mato Grosso, especialmente da região de Cuiabá. Após a concretização do golpe, os valores eram transferidos para outros criminosos residentes em outro estado.

As apurações revelaram ainda a existência de uma estrutura criminosa organizada, composta por diferentes funções. Entre elas estão os chamados “conteiros”, pessoas que cedem suas contas bancárias para receber recursos provenientes de crimes; os “tripeiros”, responsáveis por recrutar esses titulares de contas em troca de comissões; e os gerentes do esquema.

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A investigação também identificou o executor e o articulador do golpe. Os suspeitos possuem extensa ficha criminal por crimes semelhantes.

Pulverização financeira

Ainda dentro do esquema, os investigados empregavam uma estratégia de pulverização financeira para dificultar a recuperação dos valores e o rastreamento dos recursos. O dinheiro era rapidamente fragmentado e transferido para dezenas de contas em diferentes estados brasileiros, muitas delas vinculadas a instituições financeiras digitais de menor expressão no mercado.

“A técnica permite retardar bloqueios judiciais e dificulta a identificação dos verdadeiros beneficiários do esquema”, explicou o delegado Bruno Palmiro, da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.

A delegada responsável pelas investigações, Luciane Bertoletti, destaca que esse tipo de golpe tem se tornado cada vez mais comum no ambiente corporativo brasileiro. “Os criminosos estudam a estrutura das empresas, identificam executivos e funcionários com acesso ao setor financeiro e utilizam fotografias, nomes e informações públicas para criar perfis falsos extremamente convincentes”, destacou a delegada.

A Polícia Civil alerta que as empresas devem adotar protocolos rígidos de confirmação para qualquer solicitação de transferência bancária, especialmente quando envolver alteração de contas, pagamentos urgentes ou valores expressivos. A orientação é que toda movimentação financeira relevante seja validada por mais de um canal de comunicação e, sempre que possível, por contato direto com o responsável pela solicitação.

Operação Pharus

As investigações integradas e o apoio operacional integram os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus.

A operação representa mais um passo no combate aos grupos criminosos especializados em fraudes eletrônicas, modalidade que vem movimentando milhões de reais em todo o país e exigindo atuação integrada entre unidades policiais, instituições financeiras e órgãos de inteligência.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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