AGRONEGÓCIO

Chuvas já causaram prejuízo de R$ 1,6 bilhão ao agronegócio catarinense

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Um levantamento realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) concluiu que as chuvas ocorridas em outubro causaram perdas de  R$ 1,6 bilhão ao setor agropecuário do estado. Aproximadamente 55 mil propriedades rurais, equivalentes a 15% das propriedades em Santa Catarina, foram afetadas em 162 municípios.

As maiores perdas ocorreram nas lavouras temporárias, com ênfase nas culturas do fumo, que estimam uma perda de R$ 429 milhões, e da cebola, com impacto de R$ 286,4 milhões, de acordo com a Epagri. Além disso, o levantamento identificou perdas relacionadas a animais, máquinas e equipamentos, horticultura, estoque, leite, pastagem e pomares.

É importante ressaltar que os números representam estimativas e podem aumentar à medida que mais informações estejam disponíveis. Esses dados servirão de base para o governo estadual desenvolver propostas de políticas públicas com o objetivo de auxiliar na recuperação ou mitigação das perdas dos produtores rurais.

As chuvas continuam a ocorrer, o que significa que os prejuízos podem aumentar ainda mais. Os impactos se manifestam de diversas maneiras, como atrasos no plantio das culturas de verão, bem como lavouras em pleno desenvolvimento que ficaram completamente inundadas. Além disso, a colheita de culturas de inverno também está atrasada, o que pode resultar em perdas na quantidade e qualidade dos grãos colhidos.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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