MATO GROSSO

Ações itinerantes do Governo de MT popularizam a ciência e atingem mais de 20 mil pessoas em 2023

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) registrou mais de 20 mil atendimentos na área de ciência e tecnologia em todo o estado, até outubro de 2023, com a realização do Circuito Itinerante de Ciências de Mato Grosso (MT Ciências) e a 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Ao todo, foram investidos mais de R$ 1 milhão para democratizar o acesso ao conhecimento e a novas tecnologias.

Os dados também contabilizam a XV Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação e a participação no XVIII Congresso da Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia na América Latina e no Caribe, realizado no Rio de Janeiro. No Congresso, a Seciteci apresentou para pesquisadores de diferentes regiões as políticas inovadoras desenvolvidas em Mato Grosso.

Até outubro, foram investidos mais de R$ 1 milhão para execução da circulação do MT Ciências e realização de eventos de popularização da ciência. Com as ações foi possível ampliar o acesso dos municípios e das instituições de ensino à novas tecnologias, como o óculos de realidade virtual, e também ao conhecimento científico, por meio da carreta do MT Ciências.

Somente no 1º semestre deste ano, o Circuito Itinerante da Ciência de Mato Grosso prestou atendimento a 12.695 pessoas, sendo 2.344 apenas em agosto, proporcionando uma programação de atividades interativas e conhecimentos científicos para mais de 200 alunos de escolas estaduais e público em geral.

Até o final de outubro, o MT Ciências realizou 20.079 atendimentos passando por regiões como Barão de Melgaço, Porto Brandão, São Pedro de Joselândia, assim como São Lourenço de Fátima, Nova Brasilândia, Poxoréu, Reserva do Cabaçal, Cuiabá, Várzea Grande e outros municípios.

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Apesar dos números de 2023 ainda não estarem fechados, a superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação, Lecticia Auxiliadora de Figueiredo Oliveira, reforça a importância de ações como a carreta do MT Ciência nos municípios mais distantes, possibilitando um universo de conhecimento para toda a população mato-grossense.

“A Seciteci vem investindo na popularização da ciência e hoje nosso maior programa é o MT Ciências, que através da carreta, conseguimos fazer esse deslocamento e levar experimentos na área da física, da biologia, da química, da robótica para todos os cantos do estado de Mato Grosso. Desta forma, nós inserimos a ciência no âmbito escolar desde a educação básica ao ensino técnico, no ambiente da ciência, da tecnologia e inovação”, aponta a superintendente.

Ainda em 2023, a Seciteci realizou a 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em parceria com o Senai, Sesi e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A ação, realizada entre os dias 16 a 18 de outubro, em Cuiabá, contou com um público de 2.450 pessoas, entre estudantes da rede Estadual, professores e expositores.

Durante o evento também foram realizadas as apresentações da XV Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação (Mecti), composta por trabalhos na área da inovação feitos por alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Médio/Técnico. Dos 80 trabalhos apresentados, 30 foram premiados com bolsas de iniciação científica, fornecidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemat), smartphones, um computador e outros prêmios.

Além das exposições, o evento também contou com oficinas, palestras e diversas apresentações do grupo Ciência em Show. Já para a XV Mecti, também foram feitos encontros on-line, buscando ampliar a participação de outros municípios distantes da capital.

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Segundo o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, as ações realizadas pela Seciteci reforçam o compromisso do Governo de Mato Grosso com a popularização do conhecimento científico e tecnológico.

“Avançamos e queremos avançar mais nos próximos anos. O governador Mauro Mendes tem dado um apoio essencial para que as ações alcancem municípios mais distantes. Quando a carreta do MT Ciências chega em uma nova região é unânime a felicidade de quem passa por ela ela e tem a possibilidade de conhecer novas tecnologias e aprender ciência de um jeito interativo e dinâmico”, garantiu o secretário Allan Kardec.

MT Ciências

O projeto é uma iniciativa do Governo de Mato Grosso, realizada pela Seciteci, em convênio com o MCTI e apoio da Fapemat, que atua permitindo o acesso da população mato-grossense através de um circuito itinerante constituído por uma unidade móvel adaptada, tendas anexas e planetário digital, com 32 instalações, que compreendem as áreas do conhecimento multidisciplinar e sensibilizam os visitantes para a importância da ciência e da biodiversidade do estado.

O projeto é composto por uma unidade móvel (carreta) com baú adaptado e 6 (seis) ambientes de exposições, divididos na parte interna da unidade móvel e na parte externa (tendas e planetário digital). A parte interna se inicia com a sala de projeções e holografia, também denominada sala da biodiversidade e logo em seguida, o segundo ambiente denominada sala “ciências da natureza”, composta por 13 (treze) experimentos relacionados a biologia, física e matemática.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil mira grupo familiar envolvido na divulgação de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Aposta Perdida, para cumprir 34 ordens judiciais contra um grupo criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.

As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro cautelares de apreensão de passaporte e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões. Todas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

A investigação, conduzida por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com apoio da Diretoria de Inteligência, identificou um esquema estruturado de obtenção de valores ilícitos por meio da divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”, que são consideradas ilegais por não estarem regulamentadas no país.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema, no Estado de Santa Catarina. Entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar, além de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, que seriam utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A operação tem como objetivo desarticular o esquema criminoso, interromper a circulação de valores ilícitos e aprofundar a coleta de provas, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos.

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Jogos digitais e lavagem de dinheiro

Os elementos apurados apontaram que os investigados utilizavam redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados. O modelo de funcionamento apresentava características típicas de pirâmide financeira, em que os rendimentos dependiam da entrada de novos usuários.

Apontado como principal articulador do esquema, o alvo principal exercia papel central na movimentação financeira e na ocultação dos valores ilícitos ganhos com a divulgação dos jogos de azar, utilizando empresas e bens de alto valor para dar aparência de legalidade aos recursos.

As investigações também apontaram que os valores obtidos eram dissimulados por meio de empresas, movimentações financeiras fracionadas e aquisição de bens de alto valor, incluindo imóveis de luxo, veículos importados, como BMW, Land Rover e Porsche, e outros patrimônios incompatíveis com a renda declarada.

Há indícios ainda de uso de “laranjas” e empresas de fachada, bem como transações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios técnicos produzidos ao longo da investigação evidenciaram movimentações milionárias, divergências fiscais e vínculos com outras pessoas investigadas por crimes semelhantes, além de conexões com plataformas e contatos internacionais associados a fraudes digitais.

Influencers

As investigações também apontaram o papel central da esposa e da cunhada do principal investigado, que atuavam como influenciadoras digitais no esquema criminoso e utilizavam suas redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis e elevados.

Por meio de postagens frequentes, ostentação de resultados e divulgação de links para acesso aos jogos, as investigadas ampliavam o alcance das plataformas, muitas vezes utilizando contas demonstrativas para simular lucros. Além de fomentar a adesão de novos usuários, essa atuação contribuía diretamente para a geração de receitas ilícitas, posteriormente inseridas no sistema financeiro por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação.

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Vida de alto padrão

O alto padrão de vida ostentado pelos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.

Mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em um curto espaço de tempo, imóveis de alto padrão, veículos de luxo, realizou viagens frequentes e passou a ostentar elevado padrão financeiro nas redes sociais, sem lastro econômico lícito que justificasse tais aquisições.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Governo MT – MT

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