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Casa dos Conselhos apresenta balanço de atividades desenvolvidas em 2023

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Encontro reuniu lideranças comunitárias, profissionais de saúde e o prefeito Ari Lafin

“Ouvir diferentes segmentos sociais, e, com base nisso, contribuir para a criação de políticas públicas que atendam os anseios da coletividade”. Foi com essa afirmativa que o coordenador da Casa dos Conselhos, Celso Marcon, apresentou nesta quarta-feira (29) o balanço das atividades conjuntas desenvolvidas ao longo de 2023.

Acompanhado pelo prefeito Ari Lafin, servidores da Secretaria de Saúde e Saneamento e por representantes de alguns dos bairros mais populosos de Sorriso, o encontro também abordou temas atuais relacionados à segurança pública, saúde e ao meio ambiente.

Para reduzir os índices de criminalidade, os moradores sugeriram a implementação de mecanismos que assegurem um melhor controle no processo de recrutamento e contratação de novos trabalhadores e o patrulhamento de rotina em horários e pontos estratégicos.

Com relação à saúde, os temas que nortearam as discussões foram; a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de enfermidades como a dengue, Zika vírus e da Chikungunya, e a importância de conscientizar a sociedade sobre a forma correta de descarte de medicamentos em desuso.

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“Os medicamentos descartados incorretamente em pias e vasos sanitários podem contaminar o lençol freático e leitos de rios. Essa prática recorrente representa um sério risco para a saúde humana e animal”, alerta Celso Marcon.

O coordenador reforçar ainda que “entre os medicamentos mais nocivos estão os antibióticos, psicotrópicos, antidepressivos, anti-inflamatórios e anticoncepcionais, este último por possuir grande concentração hormonal”.

“Já quanto aos anti-inflamatórios, a ingestão do medicamento em quantidade menor do que a prescrita pelo médico pode resultar no surgimento de superbactérias”, emenda.

Para o prefeito Ari, os debates promovidos no espaço mostram que a Casa dos Conselhos atingiu sua finalidade precípua de ser um elo de ligação entre a Administração Municipal e a sociedade civil organizada.

“Nosso sistema de gestão compartilhada está dando certo por dois motivos. O primeiro deles se deve ao fato de a sociedade ter abraçado o projeto. E a segunda, mas não menos importante, é que essa gestão ouve e atende as demandas trazidas pelas lideranças comunitárias. Essa metodologia de trabalho criou um círculo vicioso, cujos reflexos podem ser vistos por toda cidade”, pontua.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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