Tribunal de Justiça de MT

Pesquisadores da Universidade Autônoma do Chile apresentam proposta de parceria com Tribunal

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Vice-Presidência e da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), recebeu representantes da Faculdade de Direito da Universidade Autônoma do Chile (UAC), que apresentaram uma carta de intenção em firmar parceria com o Judiciário estadual para troca de informações, experiências acadêmicas, projetos de pesquisa e organização conjunta de seminários internacionais e demais formas de produção e divulgação científica, especificamente na área do Direito com perspectiva de gênero, povos indígenas e imigrantes. A reunião ocorreu nesta segunda-feira (11), na sede do TJMT.
 
A vice-presidente do Tribunal, desembargadora Maria Erotides Kneip, presidiu a reunião, destacando o trabalho que o Poder Judiciário realiza em atenção às mulheres, como a Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e da Discriminação no âmbito do Poder Judiciário, presidida por ela; a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), presidida pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. Maria Erotides ressaltou que ambas políticas são lideradas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que, inclusive, aprovou, no último mês de outubro, resolução que determina paridade de gênero no segundo grau de jurisdição, o que será alcançado por meio de uma lista de promoção por antiguidade composta apenas por nomes de magistradas, que será intercalada com a lista mista para o preenchimento de cargos, o que também foi citado na reunião.
 
“A Coordenadoria da Mulher, que é presidida pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, tem feito esse trabalho no estado inteiro, tem fortalecido as redes de atendimento e de acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. E eu penso que essa parceria vai trazer novas perspectivas para o trabalho da Coordenadoria da Mulher”, disse a vice-presidente.
 
Representando a Universidade Autônoma do Chile, os professores e pesquisadores Valeska Rivas Arias e Juan Jorge Faundes Peñafiel apresentaram um panorama do sistema judiciário chileno, no que tange às questões de gênero, povos indígenas e imigrantes, a abordaram ainda as pesquisas e atividades acadêmicas que vêm desenvolvendo também em relação a esses temas, como, por exemplo, a Clínica Jurídica Intercultural, que se assemelha aos Núcleos de Prática Jurídica que existem nas faculdades de Direitos brasileiras, com atendimento voltado para mulheres indígenas, da etnia mapuche, e imigrantes oriundos principalmente do Haiti, Venezuela e Colômbia.
 
“Estamos representando o reitor da Universidade Autônoma de Chile e o vice-reitor da nossa sede, na cidade de Temuco, para conhecer a experiência que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso tem no trabalho com perspectiva de gênero e não discriminação. Nossa Universidade é pioneira entre as universidades privadas no trabalho com perspectiva de gênero na pesquisa e na docência de graduação e, por isso, para nós é muito interessante conhecer a experiência que o Tribunal tem com as pessoas, especialmente vulneráveis, para acessar à justiça com perspectiva de gênero. Vamos voltar com muita alegria para o Chile e esperamos que se concretize um acordo colaborativo entre a Universidade e o Tribunal”, disse Valeska Rivas Arias, secretária de estudos da Faculdade de Direito da Universidade Autônoma do Chile.
 
Juan Jorge Faundes Peñafiel, diretor do projeto Clínica Jurídica Intercultural e pesquisador da Faculdade de Direito da Universidade Autônoma do Chile, também enfatizou a importância do intercâmbio científico.
 
“Para nós, da Universidade Autônoma do Chile, é muito importante a experiência que o Poder Judiciário de Mato Grosso tem em matéria de gênero, com o grupo de vulneráveis nos casos que estão investindo em relação com os povos indígenas, com imigrantes. E esse conhecimento que estão alcançando aqui, para nós no Chile, é muito importante. No Chile também temos o Núcleo de Prática Jurídica Intercultural, que tem um núcleo de pesquisa e trabalho com estudantes. Esperamos que em breve tenhamos também juízes. Então aqui vemos a possibilidade de trocar conhecimento, formação e capacitação com juízes no Brasil e no Chile, com as faculdades de direito no Chile. Foi sobre isso que hoje falamos e queremos avançar em uma parceria para trabalhar esses temas”.
 
O coordenador pedagógica da Esmagis-MT, juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, afirmou que a carta de intenções da universidade chilena será analisada pela Presidência do TJMT, mas adiantou que há interesses em comum. “O tema é de interesse comum, que envolve acesso à justiça e vulnerabilidade, notadamente na questão dos imigrantes, indígenas. São pontos de oportunidade de estudo de Direito comparado na nossa Latinoamérica. Nós temos que ter uma integração cada vez mais forte na Latinoamérica, com países que têm as mesmas dificuldades, as mesmas realidades ou realidades aproximadas para que essas deficiências que surgem no seio da sociedade sejam mais bem debatidas e solucionadas”, comentou.
 
A juíza Henriqueta Lima, que também participou da reunião, conta que partiu dela o contato com os professores da Universidade Autônoma do Chile, que conheceu graças ao curso de perspectiva de gênero que ela participou, pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), e também por meio do seu doutorado no Centro Universitário de Brasília (CEUB). “Foi quando eu tive esse contato com o professor Juan, da Universidade Autônoma do Chile, e surgiu essa iniciativa, essa intenção de trazer para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso demandas tão sensíveis, como a questão de gênero e também a questão indígena e de migrantes”, explica.
 
A reunião foi acompanhada pelos juízes auxiliares da Vice-Presidência, Gerardo Humberto Alves Silva Júnior e Paulo Márcio Soares de Carvalho, o advogado e mestrando em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cristiano dos Anjos Lopes, e os servidores da Esmagis-MT, Vânia Maciel e Mário Vaz.
 
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Desembargadora Maria Erotides Kneip, juízes, professores da Universidade Autônoma do Chile e advogado estão sentados em volta de uma mesa retangular, na sala da Vice-Presidência do TJ, participam de reunião. Na parede há uma TV onde aparecem slides da apresentação. Segunda foto de busto da professora Valeska Rivas Arias, da Universidade Autônoma do Chile. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos loiros e lisos, olhos castanhos, usando uma blusa preta com listras brancas e blazer branco, colar vermelho e outro prateado. Ela está no gabinete da Vice-Presidência do TJ, onde é possível ver dois quadros de Cristo, várias imagens sacras, além de livros sobre a mesa e a toga da desembargadora Maria Erotides sobre a poltrona. Segunda imagem: Professor Juan Jorge Faundes Peñafiel, da Universidade Autônoma do Chile, concede entrevista à TV.Jus. Ele é um homem branco, magro, de olhos castanhos, cabelos curtos e grisalhos, usando camisa branca, gravara azul clara e terno azul marinho. Ele está no gabinete da Vice-Presidência do TJ.
 
 
Celly Silva/ Fotos: Anderson Lobão
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Junho Vermelho: Organizadores celebram sucesso de coleta de sangue no TJMT

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A coleta de sangue realizada no ambulatório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) resultou em 91 atendimentos e 60 bolsas coletadas ao longo de dois dias de mobilização. A ação integra a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais (SNJE).

A atividade faz parte da campanha “Junho Vermelho – Juizados Especiais Mobilizando Vidas”, coordenada pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), em parceria com o MT Hemocentro e com apoio do Departamento de Saúde do TJMT.

De acordo com a diretora do Daje e idealizadora da iniciativa, Shusiene Tassinari Machado, o objetivo é incentivar a doação voluntária e contribuir para o abastecimento dos estoques de sangue no Estado. A mobilização segue até o dia 30 de maio de 2026 e propõe uma competição solidária entre unidades dos Juizados Especiais. O resultado será divulgado durante a III SNJE, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 19 de junho.

Entre os participantes da ação nesta sexta-feira (24) estão magistrados recém-empossados. Participaram o juiz da 2ª Vara de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, a juíza da 2ª Vara de Porto Alegre do Norte, Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers, o juiz da Vara Única de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, o juiz da Vara Única de Tabaporã, Iron Silva Muniz, o juiz substituto da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Antonio Bertalia Neto, e a juíza da 1ª Vara de Juína, Ana Flávia Martins François.

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O juiz substituto de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, destacou a importância da participação. “É a minha primeira experiência como doador de sangue participando de uma campanha do Poder Judiciário, e me sinto extremamente feliz por contribuir. Sabemos que a doação de sangue salva vidas, e é muito importante que nós, magistrados, também demos o exemplo e participemos dessa mobilização. A partir de agora, pretendo realizar doações de forma frequente.”

O juiz de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, também reforçou o caráter coletivo da ação. “A doação de sangue é fundamental para a manutenção dos estoques e, em última análise, para salvar vidas. Essa é uma responsabilidade de toda a sociedade. Eu tenho um tipo sanguíneo raro, o que aumenta ainda mais minha responsabilidade, por isso faço doações de forma contínua.”

A estagiária da Primeira Câmara de Direito Privado do TJMT, Mariana Eduarda Barbosa, doou sangue pela primeira vez e avaliou a experiência como positiva. “Achei super tranquila. As profissionais foram muito atenciosas, tanto na triagem quanto na coleta. Em cerca de 15 minutos já havia finalizado todo o procedimento, sem dor ou desconforto. Além disso, foi muito prático realizar a doação no próprio ambiente de trabalho.”

A juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão também contribuiu com a campanha. “A vinda do pessoal do MT Hemocentro ao Tribunal facilitou muito. Fiz questão de realizar minha doação e contribuir com a campanha que salva vidas.”

Para a coleta de sangue no Tribunal de Justiça a equipe de profissionais do Ambulatório de Saúde teve papel fundamental, A Diretora do Departamento de Saúde, Neucimeire Alves de Oliveira, destaca a importância da ação para o reforço do estoque de sangue. “A participação de servidores e magistrados é de grande importância durante a Campanha Junho Vermelho, ao aderirem a campanha, eles contribuem diretamente para o aumento dos estoques de sangue, mas também nos ajudam como agentes de conscientização dentro e fora do ambiente institucional”.

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A campanha segue com novas datas de coleta:
12 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Cuiabá
13 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Várzea Grande
14 de maio, das 13h às 17h, no Complexo dos Juizados Especiais

Também é possível doar na sede do MT Hemocentro, em Cuiabá, localizada na Rua 13 de Junho, nº 1055, Centro Sul.

Para doar, é necessário apresentar documento oficial com foto, pesar no mínimo 50 quilos, estar bem alimentado, evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas e estar em boas condições de saúde.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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