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Campanha de conscientização contra dengue em Mato Grosso começa nesta segunda-feira (18)

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Começou na manhã desta segunda-feira (18.03) em todo Mato Grosso a campanha de conscientização da população contra o mosquito aedes aegypti, a “Semana D” contra a dengue. A ação, que é idealizada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), tem o objetivo de unir forças e construir uma força-tarefa para reduzir o risco de uma epidemia em Mato Grosso.

Em mais um passo importante para o combate das arboviroses, as ações de conscientização começaram pelas escolas, com o objetivo de integrar a comunidade estudantil e destacar a urgência em combater o mosquito.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, as ações idealizadas na campanha deverão facilitar a articulação junto às gestões municipais e agir contra o aumento dos casos.

“A ‘Semana D’ é uma ação realizada em regime de colaboração com os 142 municípios do Estado que buscam o mesmo objetivo: atuações adequadas e oportunas para o enfrentamento dos casos de dengue em Mato Grosso. São ações que se estendem à conscientização coletiva e abrangem do jovem estudante em sala de aula até os seus avós em casa, aumentando o núcleo de atuação no combate à dengue”, afirmou.

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Alessandra ainda destacou a importância do primeiro Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa/LIA) de 2024 na campanha, que aponta 59 municípios de Mato Grosso em situação de alerta de infestação do mosquito transmissor.

“Essa é uma ferramenta que o gestor municipal pode utilizar para todas as medidas necessárias, principalmente no acompanhamento dos números de dengue no Estado. Com isso, podemos ampliar as medidas de prevenção e controle dentro dos municípios”, concluiu.

Veja abaixo todas as datas da ação da Semana D, que também serão destinadas à limpeza de residências:

18 de março – Escolas Municipais e Estaduais;
19 de março – Hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA);
20 de março – Farmácias;
21 de março – Órgãos públicos e privados;
22 de março – Entidades de classe;
23 de março – Instituições religiosas;
25 de março – Instituições de nível superior;
26 de março – Bancos e comércio;
27 de março – Supermercados;
28 de março – Rodoviárias, aeroportos e terminais de ônibus;
29 de março – Bares e restaurantes;
30 de março – Ação em um bairro de cada município.
 
 

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Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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