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Procon-MT solicita esclarecimentos a concessionárias por problemas no fornecimento de água e energia

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O Procon Estadual, vinculado à Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), abriu reclamação e solicitou às concessionárias Energisa e Águas Cuiabá esclarecimentos sobre os problemas no fornecimento de energia elétrica e interrupção do abastecimento de água ocorridos nos últimos dias.

A secretária adjunta do Procon-MT, Márcia Santos, explica que na Capital diversos bairros foram afetados pela falta de água, o que causou transtornos à população cuiabana, que não foi comunicada previamente sobre o desligamento. “Com as altas temperaturas registradas nos últimos dias, o desabastecimento impactou ainda mais os cuiabanos que não puderam se planejar para a falta de água”, salienta.

Já em Várzea Grande, a população tem reclamado de problemas com a distribuição de energia elétrica. Entre as principais reclamações estão quedas constantes e fornecimento em apenas uma fase.

Além dos problemas com o fornecimento do serviço, a abertura das reclamações foi motivada também pela falta de informação aos consumidores. “Energia elétrica e água são serviços essenciais e não devem ser interrompidos sem justa causa, de forma abrupta e sem comunicado prévio aos clientes”, salienta Márcia.

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A conciliadora de Defesa do Consumidor e assessora especial do Procon-MT, Cristiane Vaz, informa que até a abertura da reclamação não havia sido publicado nos sites das concessionárias nenhuma informação sobre as razões para os problemas no fornecimento de energia elétrica em Várzea Grande, nem para o desabastecimento de água em Cuiabá e a relação dos bairros afetados.  

Na Carta de Informações Preliminares (CIP) encaminhada à Energisa e a Águas Cuiabá, o Procon-MT solicitou que as concessionárias esclareçam:

– Quais bairros foram impactados pela interrupção do fornecimento de energia/desabastecimento de água.
– Por qual período.
– O que motivou a interrupção.
– Quais meios foram utilizados para informar a população.
– Quais as soluções adotadas pela empresa para resolver o problema e/ou minimizar as consequências.

O prazo para os fornecedores responderem os questionamentos é de 10 dias, contados a partir de quarta-feira (20), data em que o Procon-MT encaminhou o documento solicitando as informações às concessionárias.  

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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