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Tribunais de Mato Grosso e Piauí celebram parceria para aprimoramento correcional

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Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso (TJMT) e Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJPI), por meio das suas Corregedorias, firmaram uma parceria estratégica visando ao compartilhamento e desenvolvimento de soluções destinadas a aprimorar a atividade jurisdicional, administrativa e correcional. O cerne desta colaboração é a ferramenta tecnológica conhecida como Robô de Informações da Corregedoria (RIC), desenvolvida pela Corregedoria-Geral piauiense (CGJ-PI).
 
O acordo foi assinado pelos desembargadores Clarice Claudino da Silva (presidente do TJMT), Juvenal Pereira (corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso), Antônia Siqueira Gonçalves (supervisora do Núcleo de Cooperação Judiciária do TJMT) e Olímpio José Passos Galvão (corregedor-geral da Justiça do Piauí) e estabelece um cenário propício para a conjugação de esforços entre as instituições.
 
A parceria, de iniciativa do juiz coordenador do Núcleo de Cooperação Judiciária do TJMT, e agora desembargador do TJMT, Rodrigo Curvo, foi formalizada por meio de um Acordo de Cooperação Técnica, após uma visita técnica realizada pela comitiva do Piauí à Corte mato-grossense em janeiro desse ano e teve como foco principal o intercâmbio de sistemas e informações entre os tribunais de Justiça.
 
O robô RIC é considerado um sistema inovador que demonstrou potencial para otimizar procedimentos e aumentar a eficiência no âmbito judicial. Além disso, a parceria prevê a utilização da plataforma de videoconferência Microsoft Teams para facilitar a comunicação e o compartilhamento de conteúdo entre as equipes envolvidas.
 
Conhecendo o Robô RIC – Durante uma visita técnica, em janeiro deste ano, realizada pela comitiva do Piauí à Corte mato-grossense, foram apresentadas as inovações e boas práticas implementadas pela CGJ-TJMT. Os visitantes conheceram o funcionamento do gabinete do corregedor e dos juízes auxiliares, a coordenadoria e os Departamentos do Foro Extrajudicial (DFE), de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI) e Judiciário Administrativo (DJA), além da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA).
 
A comitiva piauiense apresentou as funcionalidades do Robô RIC, surgindo nessa visita à iniciativa da parceria como forma de colaboração e troca de conhecimento entre os tribunais.
 
O Acordo de Cooperação Técnica n 19/2024, foi firmado no dia 22 de março, tem validade de 24 meses, com possibilidade de prorrogação.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto: Pessoas na sala de reunião assistindo em um projetor a apresentação do robô RIC.
 
Leia mais sobre o tema:
 
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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