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Vídeo com alerta de golpe do Tribunal de Justiça é finalista do Prêmio Social Media Gov

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A Coordenadoria de Comunicação Social do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) é finalista do Prêmio Social Media Gov de Comunicação Pública, na categoria “Xô Fake News”, com um vídeo publicado no perfil oficial do TJMT na rede social Instagram (@tjmtoficial), em junho de 2023. Clique aqui para ver o conteúdo. 
 
A postagem, que já acumula mais de 8.700 curtidas, informa aos usuários do sistema de justiça estadual que o Poder Judiciário jamais entra em contato com as pessoas por meio de aplicativo de mensagem, e-mail ou telefonema para solicitar ou exigir nenhum tipo de transação. Toda a comunicação referente ao processo de precatório, incluindo os pagamentos, é feita por meio do próprio processo, via Processo Judicial Eletrônico (PJe). “Fique atento às fraudes e registre um boletim de ocorrência imediatamente”, alerta o vídeo, que mostra uma simulação de um usuário acessando seu e-mail e fazendo um pix sem saber que se trata de golpe.
Todas as etapas para realização do vídeo, desde a concepção, passando pelo roteiro, produção, gravação de vozes e imagens e edição, foram feitas pela equipe de Comunicação Social do TJMT.
 
A categoria Xô Fake News do Prêmio Social Media Gov abrange conteúdos produzidos por instituições que empregaram esforços efetivos em sua comunicação para combater informações falsas. Nessa categoria, o TJMT compete com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, Prefeitura de Maceió, Secom do Governo Federal, Senado Federal, e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 
O Coordenador de Comunicação do TJMT, Ranniery Queiroz, destaca a importância da iniciativa para combater situações de fraude. “A cada dia o comunicador enfrenta um obstáculo para fazer com que o receptor receba o recado da melhor maneira possível, o assimile e faça ou não faça aquilo que é necessário. Neste caso, eles conseguiram atingir de uma forma rápida, direta, acessível e bastante simples um recado muito importante, que é para que pessoas não caiam em golpes, algo que está rotineiro em nossa sociedade. Então é um trabalho social, um trabalho de extrema importância porque mexe com o dinheiro das pessoas, em alguns casos as pessoas acabam tendo que gastar na tentativa de receber um dinheiro maior e isso não acontece. Então a falta de informação deve ser suprida com informação e informação coerente e ágil, como foi feito neste trabalho, digno realmente de um prêmio. Parabéns a todos os envolvidos!”.
 
Ana Cristina Serra, gerente de Mídias Sociais do TJMT, explica que o vídeo foi produzido com a intenção de alertar o público sobre as fake news relacionadas a precatórios. “Ao recebermos mensagens no ZapJus e nas redes sociais, percebemos a necessidade de agir. A ideia foi apresentar de forma descontraída o conteúdo, com o objetivo de entreter o público e fornecer informações relevantes”.  
 
O Prêmio – Em sua segunda edição, o Prêmio Social Media Gov de Comunicação Pública tem o objetivo de destacar e multiplicar boas práticas de Comunicação Pública. A análise compreendeu conteúdos publicados no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2023, levando em conta critérios de envolvimento e impacto coletivo das publicações.
 
As categorias do prêmio são: Meme-trend, Influencer, Xô Fake News, Inclusão e Diversidade, Transparência, Atitude, Colaboração, Comunicação como Serviço, Comunicação que Aproxima, Conteúdo Tutorial. Os ganhadores receberão os troféus no dia 25 de abril, em Florianópolis (SC), durante o 13º Redes WeGov, evento anual dos profissionais de comunicação no setor público. 
 
O Social Media Gov é uma plataforma de inteligência e benchmarking que auxilia instituições públicas a criar, analisar e planejar seus conteúdos e estratégias de comunicação para as redes sociais.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Escuta Cidadã reúne diferentes vozes para pensar uma Justiça mais acessível e inclusiva

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As marcas no corpo limitam alguns passos da artesã Liliana Correa da Silva. Mas não diminuem a coragem de continuar caminhando. Sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, ela chegou ao Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá na manhã desta quinta-feira (7) carregando mais do que a própria história: levou também a voz de muitas mulheres que ainda tentam reconstruir a vida depois da violência.
Liliana participou do segundo dia das Oficinas de Escuta Cidadã, promovidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso como parte da construção do Planejamento Estratégico 2027–2032.

O encontro debateu o tema “Direitos, Inclusão e Proteção Social” e reuniu advogados, promotores, professores universitários, assistentes sociais, servidores, representantes de instituições e cidadãos com diferentes experiências de vida, que sentaram lado a lado para discutir um tema em comum: como construir uma Justiça mais acessível, inclusiva e próxima da sociedade.

O trabalho em conjunto para a construção dessa experiência através das Oficinas de Escuta Cidadão envolve a colaboração entre a Coordenadoria de Planejamento e o Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (InovaJusMT).

Acolhida pelo Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) do Fórum de Cuiabá, Liliana emocionou os participantes ao relatar as consequências da violência sofrida.
“Passei por uma tentativa de feminicídio. Sofri sequelas físicas e psicológicas. Passei por dificuldades financeiras e precisei me reconstruir todos os dias. Mesmo assim, eu precisei encontrar forças para lutar pelos meus direitos”, contou.
Mais do que compartilhar dores, Liliana destacou a importância de o Judiciário abrir espaço para ouvir quem vive a violência na prática.
“Como fazer uma lei sem ouvir quem realmente sofreu? Somos nós que sabemos o que é viver a violência dentro de casa, sair sem nada e precisar recomeçar. Então, quando o Judiciário chama a sociedade para falar, isso mostra que a nossa voz importa”, afirmou.
Justiça inclusiva
A assessora Luciana Barros, que atua no Serviço de Atendimento Imediato (SAI), também compartilhou experiências vividas no atendimento ao público e reforçou a necessidade de ampliar práticas inclusivas dentro do sistema de Justiça.
“Participar desse encontro foi maravilhoso porque a gente compartilhou experiências e viu o quanto a inclusão é importante. No SAI, por exemplo, atendi um casal de surdos e percebi a necessidade de estar preparada para essa comunicação. Quando o Tribunal disponibilizou o curso de Libras, aproveitei a oportunidade para me qualificar e facilitar esse atendimento”, contou.
Segundo ela, a escuta qualificada e o acolhimento fazem diferença especialmente em situações de conflito e vulnerabilidade.
“A gente precisa compreender, dialogar e buscar formas mais inclusivas de atendimento para garantir que essas pessoas consigam acessar seus direitos e também alcançar soluções conciliatórias”, completou.
Planejamento construído com participação popular
As Oficinas de Escuta Cidadã começaram no dia 6 de maio e seguem até esta sexta-feira (8), reunindo diferentes públicos para discutir acesso à Justiça, inclusão, conciliação, inovação e transformação digital. A proposta é ouvir quem utiliza os serviços do Judiciário e transformar essas experiências em melhorias concretas.
A juíza Joseane Quinto Antunes, coordenadora do Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso (InovaJusMT), destacou que a proposta das oficinas nasceu da necessidade de ouvir não apenas o público interno, mas principalmente os cidadãos.
“A Justiça existe para atender as pessoas. Por isso, precisamos ouvir quem utiliza esse sistema, quem vive essa realidade e quem precisa ser acolhido por ele”, ressaltou.
O coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Vitorino Maciel, explicou que a construção do novo ciclo estratégico depende justamente dessa aproximação com a sociedade.
“Estamos aqui com responsabilidade de construir junto. Queremos olhar para aquilo que ainda precisa melhorar para atender melhor a sociedade mato-grossense”, afirmou.
Justiça mais próxima das pessoas
As oficinas utilizam metodologias colaborativas para estimular o diálogo entre cidadãos, magistrados(as), servidores(as), advogados(as), defensores(as), integrantes do Ministério Público e demais participantes do sistema de Justiça. A condução dos encontros é feita com apoio da WeGov, startup especializada em inovação no setor público.
Para o facilitador e diretor da WeGov, André Tamura, o principal objetivo é compreender como a sociedade percebe o funcionamento da Justiça e quais mudanças podem aproximar ainda mais o Judiciário das pessoas.
“O que é o Tribunal e como ele se relaciona com os outros até chegar ao cidadão? A gente vai ouvir diferentes experiências para entender aquilo que cada pessoa percebe desse sistema que utiliza”, destacou.
As conversas continuam nesta sexta-feira (8), com debates sobre “Justiça Digital e Sistema de Justiça” e “Futuro do Judiciário, Inovação e Sociedade”. As atividades acontecem presencialmente no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá.
Leia mais:

Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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