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Ribeirinho Cidadão finaliza trabalhos com entrega alimentos em São Pedro de Joselândia

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A 17° edição do projeto Ribeirinho Cidadão 2024 foi encerrada na tarde do último sábado (13 de abril), em São Pedro de Joselândia, distrito a cerca de 100 km do município de Barão de Melgaço. Nesta comunidade, as equipes trabalharam incansavelmente para prestar assistência para aproximadamente 1.600 moradores, oferecendo uma ampla gama de serviços jurídicos, de saúde, cidadania e solidariedade.
 
Os atendimentos de adultos, idosos, crianças e adolescentes, foram realizados na Escola Estadual Professora Maria Silvino Peixoto de Moura, que teve as salas de aulas transformadas em vários postos de atendimento para os serviços dos parceiros. Além disso, a entrega de cestas básicas às famílias marcou o encerramento da ação.
 
A jornada da Caravana Ribeirinho Cidadão 2024, teve início em 10 de abril, na comunidade de Estirão Comprido, na força-tarefa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, através da Justiça Comunitária, Defensoria Pública do Estado e diversos outros parceiros envolvidos nessa ação social.
 
O coordenador da Justiça Comunitária, juiz José Antônio Bezerra Filho, expressou sua satisfação com o sucesso da 17ª edição do projeto, enfatizando a capacidade de atender às expectativas de todos os envolvidos, fornecendo serviços essenciais para os habitantes de distritos rurais e ribeirinhos.
 
“Foi extremamente positivo este décimo sétimo ano de missão cumprida pelo Tribunal de Justiça e parceiros. Todos os anos, os moradores nos aguardam com serviços que dificilmente chegariam se o projeto não viesse aqui. Tenho certeza, em nome da presidente do tribunal, desembargadora Clarice Claudino da Silva, nós representamos com propriedade o nosso dever de justiça, de fazer a diferença na vida de cada cidadão, de semear a paz, de colher resultados positivos a uma administração que reflete esse amor ao próximo”, declarou o juiz.
 
A defensora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro, destacou que o Ribeirinho Cidadão tem comprometimento social para levar serviços essenciais para quem mais precisa, mas mora distante de Cuiabá e tem dificuldades de acesso.
 
“Fizemos atendimentos em Estirão Comprido, estamos finalizando aqui em São Pedro de Joselândia junto com o Tribunal de Justiça e parceiros, unidos para realizar este trabalho de acolhimento, recebendo essas pessoas com muito carinho, atenção, pois são pessoas que têm muitas dificuldades de acesso aos serviços públicos. Por isso, a gente realiza este trabalho com os parceiros para trazer esses serviços para atendimento às necessidades locais”.
 
Durante o evento, vários serviços e atendimentos foram oferecidos às comunidades locais, incluindo orientação jurídica, resolução de questões judiciais, facilitação de acordos, serviços médicos e odontológicos, vacinação, assistência previdenciária, confecção de documentos, atividades educativas, recreativas e muito mais.
 
Foram parceiros na 17° Edição do Ribeirinho Cidadão 2024: Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC), Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (SECEL), Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES), Proteção e Defesa Civil – Mato Grosso, Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação – (SECITEC), Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP-MT); Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), Rede Cidadã, Grupo Especial de Fronteira (GEFRON), Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Receita Federal, Delegacia Fluvial de Mato Grosso, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), Juizado Volante Ambiental (JUVAM), Cartório de Paz e Notas e Registro Civil de Barão de Melgaço, Prefeitura de Barão de Melgaço, Energisa e Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem, foto 1: Mostra uma fila de pessoas para retirada de uma cesta básica de alimentos. Foto 2: Mostra o juiz concedendo entrevista para TV Justiça. Ele é um homem de pele negra, barba branca, usa um boné preto e uma camiseta branca como logo escrito Projeto Ribeirinho Cidadão. Foto 3: Mostra da defensora-geral. Ela é uma mulher branca, cabelos castanhos claros compridos. Foto 4: Mostra uma jovem sendo atendida no posto de emissão de carteira de identidade.
 
 
Leia outras matérias da 17° Edição do Ribeirinho Cidadão 2024:
 
 
 
 
 
 
Carlos Celestino/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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