O secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel PM César Augusto Roveri, afirmou que a Operação Recovery Ultimato, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (18.04), é resultado de uma grande estratégia do Governo de Mato Grosso para repressão ao crime organizado.
“Essa é mais uma importante operação para a segurança pública de Mato Grosso e ela não é única. A Operação Recovery Ultimato é fruto de uma estratégia muito bem elaborada, dentro das determinações do governador Mauro Mendes de tolerância zero a todo tipo de crime dentro do Estado, e é uma prova de que Mato Grosso não para de combater o crime organizado”, afirmou.
Coordenada pela Delegacia de Sorriso, a operação mirou acusados de integrar organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas. Conforme o secretário, o grupo também estaria ligado a homicídios realizados em Sorriso, a mando da organização criminosa.
São cumpridas 90 ordens judiciais em 10 cidades de Mato Grosso e nos estados do Rio de Janeiro, Pará e no Distrito Federal.
“É uma estratégia muito bem elaborada, com investigações que vêm transcorrendo desde 2023, e que estão muito bem subsidiadas. As investigações são profundas e a Justiça está concedendo os mandados de prisões, busca e apreensão e sequestro de bens para que a gente possa realmente atacar de frente o crime organizado e ter boas respostas para o cidadão de Mato Grosso”, afirmou, destacado o trabalho minucioso que a Polícia Civil de Mato Grosso tem realizado no combate ao crime organizado, sob a chefia da delegada-geral Daniela Maidel.
Roveri ainda destacou que operações como a Recovery Ultimato, que visam o enfraquecimento das organizações ao descortinar as lideranças do crime organizado, se alinham à atuação ostensiva das forças de segurança, como a Polícia Militar, para retirar os criminosos de circulação e garantir mais segurança à população de Mato Grosso.
Tolerância zero
Somente em 2024, a Polícia Civil já realizou 154 operações policiais para combater a criminalidade. O número representa um crescimento de 62% nas operações, em comparação com 2023, quando foram realizadas 95 operações. Nos três primeiros meses de 2024, foram 413 prisões no âmbito das operações, além de centenas de bens apreendidos e milhões de reais bloqueados em contas bancárias.
A menos de um mês, a Polícia Civil deflagrou duas grandes operações que descortinaram esquemas de lavagem de dinheiro oriundos de tráfico de drogas.
A operação Apito Final, deflagrada em 2 de abril, mirou o tesoureiro de uma facção criminosa instalada em Cuiabá. Foram cumpridas 54 ordens judiciais, que resultaram na prisão de 20 pessoas. As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) por dois anos, apontaram a movimentação de mais de R$ 65 milhões pelo grupo criminoso, apenas no período investigado.
Já a operação Follow the Money, deflagrada em 21 de março pela Delegacia de Roubos e Furtos de Sinop, cumpriu 136 ordens judiciais, com bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 1 milhão.
Em ambos os casos, os criminosos usavam empresas de fachada e esquemas fraudulentos para dissimular a origem ilícita do dinheiro e dar aparência de licitude às movimentações ilegais.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informa que a partir da próxima quarta-feira (24.6) haverá uma interdição total em um trecho da Avenida Miguel Sutil, em frente a Todimo Lar Center, para execução de obras do Complexo Leblon.
A interdição está prevista para durar até o domingo (28). Haverá uma rota de desvio utilizando os novos elevados construídos no local e outra por dentro do bairro Araés, semelhante aos desvios utilizados recentemente, nos dias 13 e 14 de junho.
A interdição é necessária porque será realizada a concretagem das lajes dos viadutos que estão sendo construídos no local. Para a execução dessa etapa do serviço, não pode haver nenhum tipo de vibração na pista, sob o risco de prejudicar a qualidade da obra. Por isso, haverá a interdição durante o tempo necessário para realizar o trabalho.
Os detalhes sobre a interdição foram acertados durante reunião na manhã desta segunda-feira (22) com a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) da capital.
A partir da manhã da quarta-feira (24), os motoristas que seguem pela Avenida Miguel Sutil em direção à Rodoviária e ao Centro de Cuiabá deverão utilizar o novo elevado construído no local. O desvio será feito pela pista à esquerda, passando sobre a estrutura e retornando à Miguel Sutil nas proximidades do Comper.
Já para quem trafega no sentido Coxipó, o desvio será realizado pela Rua Estrela do Norte, paralela à Miguel Sutil. Em seguida, os veículos deverão acessar à direita a Rua Desembargador Trigo de Loureiro, chegando à Avenida do CPA pelo retorno em frente à Decorliz Lar Center, de onde será possível retomar o trajeto pela Miguel Sutil.
A Sinfra-MT lamenta os transtornos provocados pela obra, realizada em um dos principais corredores de transporte da capital. A orientação é para que os motoristas programem seus deslocamentos. Por meio de uma parceria com o aplicativo Waze, todos os trechos bloqueados serão sinalizados, o que facilita a busca por rotas alternativas.
O Complexo Viário do Jardim Leblon compreende uma série de obras realizadas no entorno da Trincheira Jurumirim, com o objetivo de resolver os problemas no trânsito do local.
As intervenções incluem o alargamento do viaduto sobre a Avenida do CPA, uma nova trincheira em frente a Rua Boa Vista, a passagem de nível em frente a Todimo e outras melhorias para reorganizar o fluxo de veículos na região. O investimento é de R$ 105 milhões.
No caso dos viadutos em frente a Todimo, as estruturas foram supostamente construídas antes de 2014 dentro do projeto do VLT. No entanto, após o início das obras do Complexo Leblon, o Consórcio VLT enviou um ofício para a Sinfra-MT falando que não era possível garantir a segurança das estruturas construídas, o que levou à modificação dos projetos e alteração no cronograma.
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