Entre os dias 15 e 22 de abril, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou o policiamento na BR 070/MT em preparação para o Dia dos Povos Indígenas em 19 de abril.
Em trechos da rodovia, próximo às Terras Indígenas onde vivem aproximadamente 1817 indígenas das etnias Xavante e Bororo (Fonte: Censo 2022), a PRF decidiu reforçar a presença policial em 2024, mesmo após dois anos sem incidentes desde 2020, com o objetivo de garantir a segurança dos motoristas e a fluidez do trânsito na região.
Durante essa semana, a PRF mobilizou parte de seu efetivo em todo o estado de Mato Grosso para patrulhar o trecho da BR 070/MT.
O principal objetivo da operação é assegurar a segurança dos usuários da rodovia, coibindo bloqueios ilegais e garantindo a livre circulação de veículos. A presença policial visa proteger tanto os usuários da rodovia quanto os povos indígenas, evitando confrontos e situações de risco.
Durante o período da operação em 2024, não foram registrados incidentes envolvendo bloqueios ilegais, demonstrando a eficácia da presença policial preventiva.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (12.5), a Operação “Locus Defecit”, para cumprir quatro ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos em diversas ações criminosas na região de Cáceres e de exaltar grupo criminoso nas redes sociais.
Na operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado do município (Draco/Cáceres).
As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, incluindo a Penitenciária Central do Estado (PCE), já que um dos investigados se encontrava preso por tráfico de drogas.
O cumprimento dos mandados contou com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI) e da Equipe Alfa da Penitenciária Central do Estado.
As investigações apontaram que os faccionados estão envolvidos com o tráfico de drogas em Cáceres e também atuavam como “missionários”, ostentando armas de fogo, drogas e valores em espécie por meio de redes sociais, com mensagens de exaltação ao grupo criminoso, inseridas em um contexto de confronto com uma facção criminosa rival.
Um dos alvos foi localizado e preso em um bar onde residia, na cidade de Cuiabá, enquanto o outro teve o mandado cumprido na PCE, onde já se encontrava recolhido.
Conforme o delegado Fabrício Alencar, responsável pela operação, o trabalho operacional teve como objetivo apreender materiais que possam reunir provas e evidências que contribuam para o avanço da investigação.
Nome da operação
O nome da operação, que significa “localização falhou”, faz referência a algumas publicações que os investigados faziam para demonstrar que não seriam localizados em investigações.
Operação Pharus
A Operação “Locus Defecit” integra a Operação Pharus. Em 2026, a Polícia Civil iniciou ações do planejamento estratégico no âmbito da Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.
O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para “farol”, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.
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