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“Brincadeira é uma coisa e ofensa é outra”, afirma palestrante em webinar da Seduc sobre enfrentamento ao bullying

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) realizou nesta quinta-feira (25) o webinar “Bullying e Cyberbullying: “Comunidade Escolar Diversa e Inclusiva” para estudantes, profissionais da educação e toda comunidade escolar. A ação teve como objetivo promover a conscientização sobre os efeitos negativos do bullying e cyberbullying e, também, orientá-los sobre as habilidades de resoluções desses conflitos.

Uma das convidadas e palestrante do Webinar, jornalista Luzimar Collares, destacou que o bullying não pode ser considerado uma brincadeira e que a fala violenta e agressiva dentro do ambiente escolar pode ser algo perturbador para quem sofre. “Brincadeira é uma coisa e ofensa é outra, isso vale tanto para o estudante quanto para o professor e demais profissionais da educação”. 

Para Luzimar, é importante discutirmos um assunto como esse com a sociedade de forma geral, pois muitos acabam praticando bullying por falta de conhecimento. “Então, a conscientização é o primeiro passo”, avaliou.

Professores e demais trabalhadores da educação estão engajados nas escolas com diálogos que possibilitem o desenvolvimento de competências socioemocionais dirigidas à tolerância, à resiliência, à empatia e ao respeito à diversidade. “É necessário falar sempre sobre o bullying, que humilha, intimida e traumatiza pessoas de todas as idades”, disse Patrícia Carvalho, responsável pelo Núcleo de Mediação Escolar da Seduc.

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Ela contou que as ações começaram com a “Semana de prevenção e combate ao bullying e cyberbullying”, em todas as 647 escolas da rede, em razão do Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, lembrado o dia 7 de abril. “Estamos combatendo o bullying nas escolas com envolvimento de toda a comunidade escolar, constantes campanhas de conscientização e capacitação de equipes pedagógicas”, completou Patrícia.

Roger Adriel, psicólogo da equipe psicossocial da Escola Estadual Dom Pedro II, em Cuiabá, participou do webinar e avalia que as ações realizadas pela Seduc em abril são necessárias para criar ambientes mais seguros e saudáveis para todos. “Atualmente, temos trabalhado muito em nossa escola, não somente a questão da conscientização, mas também o enfrentamento”, argumentou.

Os estudantes, Anny Gabriieli, 15 anos, e, José Augusto, 16, ambos do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual José Leite de Moraes, em Várzea Grande, apresentaram no evento as boas práticas que a escola realizou e vem realizando com seus estudantes na prevenção e combate ao bullying e cyberbullying. 

Conforme os estudantes, a escola tem uma parceria com a Polícia Civil para realização de palestras e ações envolvendo também o Grêmio estudantil. “Aprendemos o que é o bullying e como ele funciona e também pode se apresentar como um comportamento prejudicial no futuro”, ressaltou Anny.

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O estudante José Augusto destacou sobre um podcast realizado para estudantes do ensino fundamental. “Usamos um modelo de perguntas e respostas, assim, sanamos muitas dúvidas”, completou ele.

O presidente do Grêmio Estudantil da Escola Dom Pedro II, Leonardo César, 13 anos, estudante do 8º ano do ensino fundamental, mediou o webinar e também falou sobre as ações da sua escola no enfrentamento ao bullying e cyberbullying. 

Segundo ele, durante o ano são realizadas palestras e rodas de conversas, todos os estudantes são conscientizados sobre o problema e a gravidade dele. “Deu certo na minha escola e hoje estamos compartilhando o resultado com os colegas”.

Também participaram do webinar o representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), Raul Zainedin, residente no Estado do Paraná, o representante Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Rafael Sedano, estudante da Escola Estadual Ulisses Guimarães e residente no Município de Campo Verde, além de Gabriel Rodrigues, representante da União Brasileira dos Estudantes (UBES).

Fonte: Governo MT – MT

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Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

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No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

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Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Governo MT – MT

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