AGRONEGÓCIO

Pensar Agro estreia em rede nacional, no Canal Agroplus

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O Podcast Pensar Agro agora alcança todo o país por meio do Canal Agroplus, um novo canal de televisão nacional dedicado ao agronegócio que estreou na Pay-TV em dezembro do ano passado e vem alcançando grande sucesso. Com uma vasta programação que inclui jornalismo, informação e entretenimento, o canal mostra inovações tecnologias, além da opinião com a participação de especialistas, em entrevistas exclusivas e tudo o que há de mais importante para o mundo agro.

Os investimentos realizados neste projeto foram de aproximadamente R$12 milhões, com foco em tecnologia de ponta e contratação de empresas especialistas em entregar o melhor da comunicação. “O investimento no Canal Agroplus foi realizado com o objetivo de entregar a melhor qualidade de produção audiovisual aos nossos telespectadores e alcançar todas as regiões do país. Geramos mais de 200 vagas de emprego direta e indiretamente, onde priorizamos a contratação de uma equipe técnica e de apresentadores de ponta para a produção do nosso conteúdo”, conta o CFO do Grupo Avair Germano.

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O Grupo AGR de Comunicação é um conglomerado de empresas, que produz um vasto material de comunicação que inclui revistas, jornais, sites, plataformas e canais de tv. Com muita experiência no ramo da comunicação, o Grupo AGR agora expande ainda mais seus conteúdos com o canal nacional de tv Agroplus.

PENSAR AGRO – Apresentado pelo engenheiro agrônomo, advogado e agropecuarista Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio, o podcast Pensar Agro é parte do portal Pensar Agro, uma plataforma completa de informação para o setor que também conta com a Revista Pensar Agro, uma publicação mensal que circula em todo o país; e da Revista Pensar Agro.

Com um formato dinâmico e entrevistas exclusivas com especialistas renomados do setor, o Podcast Pensar Agro aborda temas relevantes para o agronegócio brasileiro, como inovações tecnológicas, as últimas tendências e ferramentas para aumentar a produtividade e a sustentabilidade do campo, o cenário político e econômico coma análises e debates sobre as políticas públicas e o impacto do mercado no agronegócio; gestão e mercado com dicas e estratégias para otimizar a gestão das propriedades rurais e alcançar melhores resultados no mercado; sustentabilidade, tendências do futuro e muito mais.

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“A presença do Podcast Pensar Agro no Canal Agroplus é uma ferramenta poderosa para levar as informações do agronegócio para um público ainda mais amplo, conectando o campo à cidade de forma ainda mais abrangente e buscando democratizar o acesso à informação e contribuir para o desenvolvimento do agronegócio em todas as suas vertentes”, explica Isan Rezende.

Assista o programa de estreia no Canal Agroplus:

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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