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Poder Judiciário participa da abertura do 1º Encontro Mato-grossense de Combate ao Crime Organizado

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O Poder Judiciário de Mato Grosso participou, na tarde dessa terça-feira (21), da solenidade de abertura do 1º Encontro Mato-grossense de Capacitação em Combate ao Crime Organizado, promovido pelo Ministério Público Federal (MPF) em parceria com o Ministério Público Estadual (MPMT) no auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital.
 
O desembargador Marcos Machado representou a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, e reconheceu a necessidade de todos os órgãos e autoridades entenderem o fenômeno do crime organizado na sociedade.
 
“Todos precisamos entender que o crime organizado está à margem da legalidade e não respeita a autoridade. O Judiciário assiste e acompanha o evento por responsabilidade constitucional, mas depende da provocação e da dedução dos questionamentos e da análise da lei em cada caso. Mas, como cidadão eu aplaudo e ressalto a preocupação da nossa presidente desembargadora Clarice Claudino da Silva por focar em ações concretas em relação à criminalidade organizada como, por exemplo, a criação das varas regionais especializadas no combate ao tráfico de drogas nas cidades de Cáceres e de Sinop. Eu espero que nós possamos alcançar algumas medidas de paz que tanto se busca e o Judiciário estará neste contexto e não se furtará de atuar”, pontuou o desembargador.
 
O evento segue até a próxima sexta-feira (24) e reúne membros e servidores dos MP’s e de Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de 18 estados brasileiros.
 
De acordo com a coordenadora do Gaeco Federal em Mato Grosso, procuradora da República Thereza Luiza Fontelli, a construção da capacitação foi pautada na cooperação, união e apoio mútuo entre o Ministério Público Federal e Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
 
“Pensamos inicialmente em fazer um treinamento voltado ao Gaeco do MPF, que possui apenas dois anos de existência. A ideia foi construída e gestada, passo a passo, com o Ministério Público Estadual em diversas reuniões presenciais e virtuais. E a capacitação acabou ganhando um espaço maior e decidimos então estender aos demais colegas que atuam em Mato Grosso e outros estados. Recebemos mais de 70 inscrições”, ressaltou a procuradora da República.
 
O promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional do Conhecimento e da Segurança da Informação do Ministério Público Estadual, Mauro Zaque, registrou a importância dos órgãos fiscalizatórios estarem sempre atualizados diante dos modos de ação das organizações criminosas.
 
“Este é um processo muito dinâmico. Hoje, o mundo está assumindo um aspecto cada vez mais digital e as organizações criminosas não ficam atrás. Elas vêm se aprimorando no seu modus operandi, na forma de utilizar as nossas fronteiras e de trabalhar em nosso território. Por isso, nós que somos a repressão a este tipo de atividade, não podemos perder tempo e temos que nos capacitar para buscar saber como as coisas estão acontecendo para que a gente possa acompanhar essa evolução criminal”, disse o promotor.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: pessoas sentadas à plateia e mesa de honra formada por 9 homens e uma mulher. Este é o auditório da sede das Promotorias de Justiça da Capital e no palco estão os convidados que formam a mesa de honra. O desembargador Marcos Machado fala ao microfone e os demais presentes estão atentos a sua fala.
 
Laura Meireles / Foto: MPMT
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário

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Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.

“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.

Reconhecer para transformar

O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.

A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”

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“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.

Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.

Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”

Engenharia da equidade

A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.

Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.

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Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.

https://portalassedio.tjmt.jus.br/

Leia mais:

A aplicação das legislações na educação antirracista deve ser objetivo de todo o Judiciário

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/a-aplicacao-legislacoes-na-educacao-antirracista-deve-ser-objetivo-todo-o-judiciario

Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/letramento-racial-no-poder-judiciario-mato-grosso-e-construcao-continua-afirma-pesquisadora

Servidores do Judiciário são capacitados sobre protocolos institucionais antirracistas

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/servidores-judiciario-sao-capacitados-sobre-protocolos-institucionais-antirracistas

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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