Policiais militares de Sinop prenderam em flagrante dois homens e uma mulher por tráfico ilícito de drogas, em ocorrências registradas na noite desta segunda-feira (03.06). Nas ações, foram apreendidas porções de maconha e cocaína e a quantia de R$ 3,1 mil em dinheiro.
Por volta de 19h, a equipe de Rondas e Ações Intensivas Ostensivas (Raio) do 11º Batalhão recebeu denúncias sobre uma movimentação de usuários de drogas em uma boca de fumo, no bairro Jardim das Violetas.
No local, um homem foi detido e, com ele, a PM apreendeu a quantia de R$ 500,00 e 35 porções de cocaína. No interior da casa, os militares também encontraram mais R$ 2,6 mil e outras porções da mesma droga, além de carteiras de cigarro e celulares.
O homem afirmou ser membro de uma facção criminosa e que o dinheiro era proveniente do tráfico de drogas na região. Em seguida, foi conduzido pelos policiais para a delegacia da cidade.
Na segunda ocorrência atendida, por volta de 20h, os militares do 11º BPM se deslocaram ao bairro Jardim das Palmeiras após receberem denúncias sobre um casal que estaria se deslocando com drogas de uma facção criminosa. Em diligências, os suspeitos foram abordados transitando em uma motocicleta.
Com eles, a PM localizou porções grandes de maconha. Questionados, a dupla afirmou que possuía mais entorpecentes guardados em uma residência do mesmo bairro. No local informado, os policiais realizaram buscas e encontraram metade de um tablete e outros pedaços grandes da mesma droga.
Diante do flagrante, o casal recebeu voz de prisão e foi encaminhado para registro da ocorrência e demais providências na Delegacia de Sinop.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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