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Entrega de medalhas valoriza dedicação dos policias que atuam na fronteira na Regional de Cáceres

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Reconhecendo e valorizando o trabalho dos policiais que atuam na região de fronteira, a Diretoria da Polícia Civil de Mato Grosso realizou na tarde desta terça-feira (04.06) a entrega de nove medalhas nas categorias ouro prata e bronze para policiais que completaram respectivamente 30, 20 e 10 anos de carreira, na Regional de Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá).

No mesmo evento, seis policiais foram agraciados com medalhas honoríficas pelos relevantes serviços prestados à instituição. A entrega das homenagens foi realizada no auditório da Diretoria Regional de Educação de Cáceres.

As medalhas de Mérito Policial foram instituídas pela Lei Complementar nº 20 de 14 de outubro de 1992 e mantida pelo estatuto da Polícia Civil. Foram homenageados no evento duas policiais na categoria ouro, três policiais na categoria prata e quatro na categoria bronze.

A delegada-geral, Daniela Maidel, destacou a importância de fazer esse agradecimento perante as famílias e a comunidade dos servidores, que são quem mais percebem como a vida do policial é difícil, como é necessário

“Essa homenagem é, na verdade, um agradecimento aos servidores por toda uma vida dedicada, 10, 20, 30 anos dos melhores momentos de suas vidas dedicados à Polícia Civil, abrindo mão de vários momentos familiares e sociais para se dedicarem à Polícia. Em especial na fronteira, que é um local com muitos desafios, com características muito próprias, então nada mais correto do que a Polícia vir até o local onde eles desenvolvem suas atividades e agradecer toda a dedicação desse servidor”, disse Maidel.

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Agraciada com medalha de ouro, a investigadora de polícia, Maria Aparecida Gonçalves Batista Pereira, falando em nome de todos os homenageados destacou que a palavra que poderia resumir o momento de alegria é “gratidão”, a Deus, aos pais, aos filhos, familiares e colegas de trabalhos ao longo da caminhada.

“Gostaria de parabenizar a dra. Daniela pela descentralização das entregas das medalhas, fazendo com que nossos familiares participem desse momento ímpar na vida de cada um. É com muito alegria que eu recebo essa medalha e com muito orgulho do reconhecimento por essa nossa missão tão árdua, que compartilho essa amizade e essa felicidade com todos, fechando, entre aspas, minha carreira com chave de ouro”, disse a investigadora.

O delegado Regional de Cáceres, Higo Rafael Ferreira de Oliveira, destacou a importância do evento, em que a presença da diretoria vem valorizar o policial civil tanto pelo tempo de serviço quanto com as medalhas de honra ao mérito, trazendo um fôlego novo aos policiais.

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“Nós estamos em um momento de resgate da imagem institucional da Polícia Civil na fronteira. O policial que atua na fronteira é um policial que tem um olhar reflexivo, que a toda hora tem que se reinventar, que não pode se acomodar e que sempre, independente das situações que encontra, tem que criar maneiras de atuar e investigar. Esse reconhecimento é um estímulo aos policiais, que traz um novo ânimo, uma nova moral para o nosso efetivo”, disse o regional.

O diretor do interior, Walfrido Franklim do Nascimento, que atuou na Regional de Cáceres por mais de 10 anos destacou que era um momento de grande alegria poder rever os amigos e muitos novos policiais, possibilitando fazer uma viagem ao passado e rememorar momentos de grande importância em sua vida profissional.

“Estar em Cáceres é relembrar o começo da minha carreira, as dificuldades enfrentadas, os amigos que nós criamos aqui e o aprendizado. Eu considero essa Regional como uma escola da Polícia e eu me sinto muito honrado de ter passado por aqui, por isso é uma alegria estar nesta regional entregando essa honraria ligado ao tempo de dedicação à Polícia Civil”, destacou o diretor.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

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A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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