MATO GROSSO

Grupo de Trabalho implementa projeto de linguagem simples no TRE-MT

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Um Grupo de Trabalho (GT) está implementando um projeto de linguagem simples na jurisdição de 2º grau do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). O objetivo é tornar as decisões judiciais mais acessíveis para toda a população do estado, utilizando uma linguagem clara e fácil de entender.

Integrantes do grupo se reuniram no ‘Agora Quãndo Lab’, um espaço de projetos e inovação do Tribunal, nesta terça-feira (04.06), para discutir a aplicação da linguagem simples.

Uma das propostas é promover palestras em linguagem simples para magistrados, magistradas, servidores e servidoras do TRE-MT, contando com o suporte da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT). O coordenador do GT no âmbito do 2º grau de jurisdição, juiz-membro do TRE-MT, Edson Dias Reis, destacou a importância de usar uma linguagem acessível para garantir que todos e todas entendam as decisões judiciais e possam exercer o direito ao voto nas eleições.

“Na minha carreira tive contato com diversas situações em que as partes não entenderam a decisão judicial o que, por consequência, causou transtornos. Em um caso específico, um cidadão foi absolvido de um crime e não compreendeu que isso significava a ausência de qualquer registro. Pela não compreensão passou mais de uma década sem emprego e sem exercer os direitos básicos de qualquer cidadão, inclusive o direito de votar nas eleições. Isso nos mostra a responsabilidade e a necessidade do uso da linguagem simples, bem como evitar uso excessivo de termos jurídicos incompreensíveis a grande parte da população”, destacou o juiz-membro.

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Essa ação está alinhada com o pacto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela linguagem simples, que busca adotar uma linguagem direta e compreensível em todas as decisões judiciais e na comunicação com a sociedade.

O grupo de trabalho do 2º grau de jurisdição é coordenado pelo juiz-membro Edson Dias Reis e conta com o apoio do vice-diretor da EJE-MT e juiz-membro, Eustáquio Inácio de Noronha Neto. Também compõem o grupo os seguintes servidores e servidoras: Fabiana Lima da Silva e Sá, Jelli de Moraes Gomes Anzolin, Rodrigo Rodrigues, André Luiz Régis Emidio, Stella Brandão Cançado, Weber Quirino de Andrade, Daniel Dino de Sousa Cardoso e Janis Eyer Nakahat. O GT foi instituído pela Portaria nº 216/2024.

 

Jornalista: Laura Gonçalves Quadros

#PraTodosVerem: Foto da sala de reunião Agora Quãndo Lab em que aparecem os participantes do grupo de trabalho, sentados ao redor de uma mesa. Ao fundo, aparece uma parede na cor azul, que tem um quadro com a arte da Capivara Tchegada afixado. Um pouco à frente da parede, aparece uma TV com o tema da reunião na tela.

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Fonte: TRE – MT

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Politec conclui que incêndio em prédio da prefeitura não teve origem criminosa

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.


Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

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“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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Fonte: Governo MT – MT

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