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Sorriso e Alta Floresta recebem em junho espetáculos de teatro contemplados por edital do Governo de MT

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O 15º Festival de Artes Cênicas de Sorriso começa neste domingo (09.06), com 47 espetáculos que serão encenados até o dia 15 de junho no município. Toda programação é gratuita ao público, e as apresentações serão no Centro de Eventos Ari José Riedi. Além de proporcionar lazer e cultura para a população, o evento também fomenta o trabalho dos artistas, com premiação em dinheiro para as três melhores peças das mostras infantil, juvenil, adulto e misto.

O Festival é viabilizado pelo Governo do Estado, por meio do Edital Viver Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). A abertura do evento será no domingo, às 15h30, com cerimônia e apresentação da peça O Rei Leão. A premiação dos melhores espetáculos será no último dia do evento, 15 de junho, às 19h.

Ao todo, participam artistas e grupos de teatro de sete municípios mato-grossenses, com apresentações para palco e de rua, circenses e de dança, além de outras expressões artísticas. Eles concorrem ao prêmio Francisco Donizete de Lima, com valores de R$ 3mil (primeiro lugar), R$ 2mil (segundo lugar) e R$ 1mil (terceiro lugar), concedido aos melhores espetáculos de cada categoria (infantil, juvenil, adulto e misto).

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A escolha dos vencedores será feita por um júri técnico, que irá avaliar critérios como direção, iluminação, sonoplastia, coreografia e figurino para cada categoria. As melhores atuações irão ganhar troféu de destaque. Além disso, o evento irá proporcionar atividades de formação para os profissionais da cultura e público iniciante. As oficinas oferecidas são de técnicas circences, direção cênica, interpretação para TV e cinema.

O prêmio homenageia a memória do criador do festival, o professor Francisco Donizete de Lima. Hoje, o evento é realizado pela Associação Cultural Ribalta Sorrisense e tem apoio da Prefeitura Municipal.

Em Alta Floresta

Outro espetáculo viabilizado pelo Edital Viver Cultura é a peça ‘Labirinto ruído – a quase jornada de um meio herói, que será encenada em dois finais de semana deste mês de junho, no Espaço Cultural do Teatro Experimental de Alta Floresta (Teaf).

A peça tem direção e produção do ator Ronaldo Adriano, e é baseada em uma pesquisa do Teaf sobre memórias e histórias dos integrantes do grupo na cidade. “Foi um processo intenso. A pesquisa com memórias pessoais e da cidade sempre foi algo caro para nós, e utilizamos essas lembranças como materiais para construções dramatúrgicas tendo a ficção como elemento essencial”, explica o diretor.

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As apresentações começaram nesta sexta-feira (07.06). Neste sábado (08) será realizada a segunda apresentação, às 19h30. E novamente nos dias 14 e 15, no mesmo horário. A classificação é livre e a entrada é gratuita ao público.

Serviço:

15° Festival de Artes Cênicas de Sorriso
09 a 14 de junho
Centro de Eventos Ari José Riedi – Sorriso/MT
Entrada gratuita
Programação completa e mais informações no Instagram @facesfestivaldeartes

Labirinto Ruído – A quase jornada de um meio herói
Datas: 07, 08, 14 e 15 de junho, às 19h30
Espaço Cultural TEAF – Alta Floresta/MT
Entrada gratuita
Mais informações no Instagram @teatroexperimentalaf

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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