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Descentralização dos serviços de Vigilância Sanitária é tema de encontro regional em Sorriso

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No debate, estiveram presentes secretários de saúde e técnicos de Vigilância Sanitária da Regional do Teles Pires

Sorriso sediou ontem, 25 de junho, um encontro entre secretários de saúde e técnicos dos setores de Vigilância Sanitária que integram a área da Regional do Teles Pires. No encontro, o coordenador de Vigilância Sanitária do Estado, Marcos Roberto Arcanjo Dias, trabalhou o Gerenciamento do Risco Sanitário e Gestão de Qualidade na Vigilância Sanitária. O debate foi promovido pelo Escritório Regional de Saúde de Sinop (ERS).

Marcos pontou que o objetivo da formação foi promover a qualificação e a integração dos profissionais sanitários diante do gerenciamento de risco sanitário; além de trabalhar os desafios da descentralização desse processo. “A Vigilância Sanitária desempenha um papel fundamental na promoção da saúde pública garantindo a qualidade dos produtos, serviços e ambientes que acompanha; fiscalizar e garantir qualidade é um compromisso grande”, frisa.

Na palestra, o coordenador estadual também detalhou o processo de descentralização do licenciamento sanitário de alto risco, situações que englobam o licenciamento de pontos como farmácias, laboratórios, clínicas médicas, clínicas de estética, consultórios odontológicos, dentre outros.

Segundo o secretário de Saúde e Saneamento do Município, Luis Fábio Marchioro, Sorriso aderiu ao processo de descentralização ainda no ano passado. “Em março de 2023 nós iniciamos esse processo aqui em Sorriso buscando dar mais agilidade aos serviços prestados pela Vigilância, tivemos todo o apoio da equipe do Marcos e hoje estamos com esse processo já em andamento e bem estruturado; nossa equipe recebe e analisa todos os licenciamentos dos pontos citados pelo Marcos, exceto unidades hospitalares que continuam sendo acompanhados pelo Estado”, explica.

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Antes da adesão da Vigilância Sanitária de Sorriso à descentralização, os processos de licenciamentos sanitários de alto risco eram protocolados pelos próprios empresários no Escritório Regional de Saúde em Sinop e encaminhados pela equipe do ERS para avaliação em Cuiabá. E para cada alteração de documentação, sempre havia a necessidade de retorno à Sinop e reenvio à Cuiabá. “Essa situação gerava morosidade na finalização do processo; a partir do momento que tudo passou a ser feito localmente conseguimos acelerar as ações”, diz o coordenador de Vigilância Sanitária local, Samuel dos Santos Silva.

“A manhã de ontem foi dedicada a trabalhar o tema com os 14 municípios da Regional; ficamos felizes em poder contribuir com a discussão mostrando o exemplo de Sorriso”, reforça a coordenadora de Vigilância em Saúde, Taynná Vacaro.

E para os empresários sorrisenses com dúvidas sobre licenciamento de processos licenciatórios de alta, média e baixa complexidade, basta procurar apoio no setor de Vigilância Sanitária. O setor atende anexo à Secretaria de Saúde e Saneamento das 7 às 17 horas, sem fechar para o almoço.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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