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A feminização do mercado de trabalho

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Existe um fenômeno crescente em empreendimentos organizados por mulheres nos últimos anos, o que nos leva a buscar compreender a sua importância no cenário econômico e, primordialmente, as razões que levam o público feminino a empreender.

É claro que, se recorrermos à história, essa perspectiva começa a ganhar forma quando as mulheres passam a assumir tarefas além do âmbito familiar e doméstico, dadas as mudanças no contexto de nossa sociedade moderna.

E se formos um pouco mais além, notamos essa busca pelo reposicionamento na trajetória feminina durante a 1.ª e 2.ª Guerras Mundiais, quando mulheres ocuparam funções antes exclusivamente masculinas. Mas hoje, o que tem levado as nossas mulheres a empreender? Oportunidade ou necessidade? São diversos fatores que vão além de atender às necessidades mutantes da sociedade.

É preciso considerar as questões econômicas, sociais e psicológicas que diferem de mulher para mulher, pois as motivações estão associadas intimamente às necessidades pessoais.

Nessa perspectiva, conhecemos diversos perfis no programa Qualifica Cuiabá, ao longo dos anos. Desde a necessidade financeira básica até a extrema, quando a mulher quer deixar o ciclo da violência doméstica e não ser mais dependente economicamente de seu parceiro.

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A pandemia também é uma grande responsável por levar as mulheres ao empreendedorismo, sendo um número considerável de negócios abertos nos últimos cinco anos. Existem também aquelas mulheres que ingressam por oportunidade, geralmente das classes A e B, com ensino superior. Seja pela falta de empregos formais ou pela busca da realização pessoal/profissional.

A verdade é que as mulheres estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho e assumem cada vez mais o papel de sustentar o lar como chefe de família. O empreendedorismo, sobretudo das mulheres, é um fator social e um fenômeno econômico de relevância singular caracterizado pela junção das necessidades, atitudes, percepções e influências.

Diante de todo esse cenário, é necessário que as instituições e organizações governamentais ofereçam cada vez mais políticas e incentivos para a capacitação técnica, fato que implica diretamente na geração de oportunidades.

No Qualifica são mais de 6 mil certificações femininas, inúmeros casos de empreendimentos e mulheres que mudaram a sua realidade social. O projeto chegou a ser referência nacional, sendo implantado com as mesmas diretrizes no Governo Federal.

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Cuiabá tem caminhado nesse rumo, e a força do empreendedorismo feminino tem se tornado uma resposta significativa para as desigualdades de gênero tão presentes nos seios de nossa sociedade.

Márcia Pinheiro é atual primeira-dama de Cuiabá, empresária e pós-graduada em Gestão Pública.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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