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Colheita de milho está quase concluída, mas mercado quase parado

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A safra de milho de verão praticamente se encerrou no país, com 96,8% de toda a área semeada colhida até o último domingo (22.07), segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina já concluíram a colheita. Rio Grande do Sul havia colhido, até domingo, 99% da área; Bahia, 97,7%; Piauí, 90% e Maranhão, 72%.

Conforme pesquisadores, o mercado ficou praticamente parado semana passada porque muitos compradores estão focando em receber o milho previamente negociado e comprando apenas pequenas quantidades para necessidades imediatas – uma tendência observada desde o início de julho.

Em estados chave como Mato Grosso e Paraná, que são os principais produtores da segunda safra, mais da metade das áreas já foi colhida. Com uma produção alta, uma demanda internacional fraca, e uma capacidade de armazenagem insuficiente no país, os produtores estão sentindo uma pressão maior para vender o milho à medida que a colheita avança. Essa combinação de fatores tem resultado em uma queda nos preços do milho, de acordo com o Cepea.

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O levantamento da Conab também aponta que o plantio de trigo avançou sobre 92,1% da área estimada para semeadura no Brasil na safra atual. Na região Sul, que concentra a maior parte das lavouras de trigo, o Rio Grande do Sul semeou 88% da área prevista; Paraná, 99%, e Santa Catarina, 44%.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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