Tribunal de Justiça de MT

Encontro de Enfermagem do Judiciário e Ministério Público aborda desafios e conquistas da profissão

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“Ninguém tem mais compaixão que um profissional da enfermagem”. Essa fala foi da vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Maria Erotides Kneip, durante a abertura, nessa segunda-feira (05 de agosto), do 8º Encontro de Enfermagem do Poder Judiciário e Ministério Público, em reconhecimento ao cuidado e zelo ao próximo exercidos por enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
 
O evento, realizado pela primeira vez fora de Brasília (DF), conta com dois dias de intensa programação. Na Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, em Cuiabá (MT), os participantes, de todo Brasil, evidenciarão as conquistas e desafios da enfermagem no ambiente interinstitucional por meio de discussões sobre a valorização da categoria e a saúde dos profissionais.
 
A desembargadora ressaltou o papel fundamental da enfermagem no tratamento e na cura de pacientes. “Não existe cura sem uma enfermagem bem feita. A atuação da enfermagem é o sucesso do tratamento”, enalteceu. A magistrada, que já atuou na área, destacou a importância desses profissionais no Poder Judiciário mato-grossense que contribuem, por meio das atividades laborais e atendimentos diários, com o bem-estar de magistrados (as) e servidores (as).
 
“Saúde não é só a ausência de comorbidades ou doenças. É muito importante que, para a Justiça, nossos servidores e nossos jurisdicionados estejam saudáveis”. A magistrada fez um agradecimento especial à equipe do TJMT, em nome da enfermeira Alessandra Medina, resgatando a assistência imprescindível concedida a todos magistrados e servidores em meio às incertezas provocadas pela pandemia da Covid-19. “É ter uma compaixão sem tamanho. O exercício da enfermagem é a presença de Deus”.
 
A presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Debora Silveira, enalteceu a escolha da saúde emocional como tema central do evento que, de acordo com ela, é imprescindível ao exercício profissional. “É um evento importante para que tenhamos um momento de reconhecimento ao mérito da enfermagem assim como ao amor, à dedicação e à persistência no cuidar que cada profissional exerce”, afirmou. “Por isso, cuidar de si e dos pares é muito importante. Que possamos sair daqui renovados e cheios de esperança por uma enfermagem viva e cada vez mais comprometida, valorizada e reconhecida”.
 
Segundo a presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT), Bruna Santiago, ao considerar o Sistema Único de Saúde, a enfermagem compõe 70% de toda força de trabalho. “A enfermagem é a maior força de trabalho na saúde em si e, infelizmente, é marcada pela profissão de multiempregos. Quem atua nessa área, precisa estar presente em mais de um vínculo de trabalho para conseguir ter uma renda melhor e supostamente ter uma qualidade de vida”. A presidente ressaltou que, ao debater sobre instrumentos e estratégias para melhorar a rotina de trabalho, soluções para reduzir a sobrecarga emocional gerada pelos multiempregos surgem. “Eventos como esse são de suma importância para mostrar a importância da enfermagem, o respeito e o reconhecimento que a profissão precisa também”.
 
Em meio a esse cenário, a presidente do Coren-MT evidenciou o trabalho desenvolvido pelos profissionais da enfermagem no ambiente institucional. “É muito importante. Quando a gente tem isso de forma padronizada, construtiva e parceira, todo mundo sabe das suas atribuições e responsabilidades e reconhece que o serviço dá disponibilidade e acesso para esse profissional ser escutado”, disse. “Parabenizo todos os envolvidos na realização desse evento, porque mostra realmente como nós somos importantes e indispensáveis em todas as realidades”, completou.
 
Ainda na abertura oficial, a secretária-adjunta de Atenção Especializada e Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Cuiabá, Joseane Salomão, também elogiou a iniciativa. “Gostaria de agradecer o convite para juntos debatermos temas de grande valia”.
 
Programação – Após a abertura oficial, o evento contou com uma roda de conversa que abordou os “Pilares para o fortalecimento da saúde da equipe de enfermagem”, destacando a importância do cuidado e valorização da categoria, sendo conduzida pelas presidentes do Coren-MT, Bruna Santiago e da Associação Brasileira de Enfermagem, Débora Silveira, respectivamente e ainda sob a coordenação de Valda Maria Costa Fumeiro, do Coren-DF.
 
Ainda na tarde do primeiro dia, os participantes tiveram a oportunidade de assistir a palestras que trataram importantes temas como “Desafios da Enfermagem na promoção da saúde emocional dos magistrados e servidores”, “Envelhecimento no Judiciário: construção de políticas de médio e longo prazo para a saúde de servidores e magistrados” e “Sentindo na pele: Reflexões sobre a acessibilidade” e ainda uma mesa redonda que promoverá reflexões sobre “Desafios para o alcance de saúde mental e bem-estar psicossocial do trabalhador”.
 
No segundo dia, a programação segue com a aplicação de um Círculo de Construção de Paz assim como mesas redondas que tratarão sobre “As unidades de Saúde alinhadas às necessidades do Judiciário e Ministério Público”, “Empreendedorismo na Enfermagem: construindo um futuro promissor”, palestra com a abordagem “Importância do acompanhamento da saúde do servidor em teletrabalho” e minicurso com uma dinâmica voltada para “A visão da equipe de enfermagem quanto à Assistência prestada em um serviço de urgência e emergência”.
 
Talita Ormond/Fotos: Alair Ribeiro
Núcleo de Comunicação Interna
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Presidente do TJMT manifesta solidariedade à família de juíza do Rio Grande do Sul

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“O respeito à dignidade humana deve prevalecer em qualquer debate público, inclusive quando se trata de instituições. A crítica é legítima e necessária em uma sociedade democrática, mas ela não pode ultrapassar os limites da sensibilidade e do respeito à memória de uma jovem magistrada que teve sua trajetória interrompida de forma tão precoce. Transformar um momento de dor em instrumento de provocação causa indignação e aprofunda o sofrimento de familiares, amigos e colegas de profissão. É preciso preservar a humanidade acima de qualquer divergência”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, ao endossar o posicionamento do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE).
O Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE) vem a público para manifestar irrestrita solidariedade à família da Juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, falecida na última quarta-feira, aos 34 anos, após coleta de óvulos para realização de reprodução assistida.
Lamenta, profundamente, que a indizível dor da família de Mariana tenha sido agravada em razão da falta de empatia, cuidado e respeito por parte do Jornal Folha de S. Paulo, representada por charge assinada, na edição deste sábado (09/05/2026), por Marília Marz.
O CONSEPRE louva o debate público, o controle social sobre as instituições e as liberdades de expressão e de imprensa, por reputá-las imprescindíveis aos regimes democrático e republicano: nenhuma democracia subsiste sem imprensa livre e sem espaço legítimo para crítica institucional.
Tais pilares, entretanto, não podem ser dissociados dos deveres mínimos de civilidade e respeito à dignidade humana. A crítica institucional jamais pode servir de instrumento para banalizar a morte, ridicularizar a dor humana ou desconsiderar o sofrimento de familiares, amigos e colegas profundamente abalados pela perda de uma vida.
A publicação da Folha de S. Paulo ultrapassa os limites do debate público legítimo ao recorrer a uma representação que, além de desrespeitosa, contribui para a crescente desumanização da magistratura brasileira, tratando com insensibilidade um momento de luto e consternação.
Torna-se, ainda, mais grave ao atingir a imagem de uma mulher magistrada recém-falecida, reproduzindo simbolicamente práticas de violência de gênero, incompatíveis com os avanços institucionais e sociais voltados à proteção da dignidade da mulher e ao enfrentamento de toda forma de violência ou discriminação.
Diante disso, o CONSEPRE reafirma sua solidariedade à família de Mariana e a toda a magistratura gaúcha, e espera que a degradação do debate público não persista em romper limites éticos de humanidade e respeito.

Autor: Flávia Borges

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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