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12 equipes da Rede Estadual vencem disputas do 1º Festival de Robótica Educacional de MT

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As competições do 1º Festival de Robótica Educacional de Mato Grosso e da Etapa off Season MT do 1º Festival Sesi de Robótica se encerraram, na tarde desta quinta-feira (08.08), com as premiações das equipes escolares. No total, 12 times da Rede Estadual de Ensino venceram as disputas.

O festival de robótica é realizado pelo Governo de Mato Grosso, através da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), do Senai-MT e Sesi-MT. As disputas se iniciaram na terça-feira (06.08), no estacionamento do Sesi Papa, em Cuiabá. O encerramento das disputas também se deu nesta quinta-feira (08.08).

Durante os três dias do festival, mais de mil estudantes de 9 a 18 anos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio de 14 estados, incluindo um da Colômbia, mostraram as habilidades adquiridas em sala de aula na construção tanto de robôs complexos e com perfil industrial, quanto com os protótipos construídos com peças da LEGO® Education.

Todas as provas tiveram um público visitante de mais de 10 mil pessoas. Entre eles, cerca de três mil estudantes de 24 escolas de Cuiabá e Várzea Grande. A premiação não apenas reconheceu os melhores construtores e jogadores, mas destacou a capacidade de inovação e trabalho em equipe entre os participantes.

Os estudantes foram premiados nas modalidades For Inspiration and Recognition of Science and Technology (FIRST), First LEGO League Challenge (FLL), First Tech Challenge (FTC) e First Robotics Competition (FRC).

Para o estudante Paulo César Albuquerque, 15 anos, da equipe Heliobot Technology, da Escola Estadual Heliodoro Capistrano da Silva, no Parque Cuiabá, o festival fez aproximar sua paixão pela tecnologia.

“É uma realização pessoal receber medalha e troféu como vencedor. Sempre sonhei em trabalhar com robótica e agora estou usando-a de fato. Estou aproveitando ao máximo esta oportunidade para construir o meu futuro”, disse.

Durante os três dias do festival, mais de mil estudantes de 9 a 18 anos mostraram as suas habilidades. Foto: Assessoria

O técnico da Heliobot Technology, professor Jackson Vieira, enalteceu o trabalho em a equipe Heliobot Technology. “Participar do evento foi uma escolha audaciosa dos estudantes que simboliza não apenas um compromisso firme com seus objetivos, mas também um testemunho da paixão que movimenta esses jovens entusiastas por tecnologia, inovação e protagonismo”.

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A professora Célia Moura, da equipe Zé Tec, composta por estudantes da Escola Estadual José Leite de Moraes, em Várzea Grande, também comemorou a conquista do troféu Mentor Destaque na modalidade FLL. “Foi uma vitória de toda a nossa escola. Estávamos nos preparando há dois anos e traçamos uma boa estratégia. Que venham os próximos festivais para ganharmos de novo”, falou.

Sumô de Robos

Na modalidade conhecida como Sumô de Robos, seis equipes da Rede Estadual de Ensino foram campeãs logo no primeiro dia do evento. Eles disputaram contra 47 equipes, que reuniram mais de 400 estudantes que representaram as 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs) da Seduc. No total, foram 52 equipes da rede apenas nesta modalidade.

No Sumô, as equipes premiadas representando o Ensino Fundamental foram das escolas estaduais 09 de Julho (Água Boa), Elidiospiketeens (Aripuanã) e Dom Pedro II (Colider), que receberam troféus e medalhas pelo 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente.

As equipes que representaram o Ensino Médio e que também conquistaram troféus e medalhas pelo 1º, 2º e 3º lugares foram Level Up (Poxoreu), Pompeu (Colider) e Mechmaste (Araputanga). Respectivamente, eles são das Escolas Estaduais Padre Cesar Ablisett, Desembargador Milton Pompeu e João Sato.

O professor Jorge Vieira, mentor da equipe Level Up, comemorou a vitória que era aguardada há dois anos. “Nossa equipe é do Ensino Médio e chegamos com muita expectativa. Conquistamos o primeiro lugar, pois nossos alunos são protagonistas. Trabalhamos com eles de forma interdisciplinar utilizando a Matemática, Física e a Engenharia, por exemplo. Essa rotina nos ajudou nesta conquista”, disse.

O estudante Guilherme Ferreira, 14 anos, da equipe que leva o mesmo nome da Escola Estadual 9 de Julho, também não escondeu a felicidade pela conquista do 1º lugar entre os times do Ensino Fundamental II. “É uma sensação muito boa.Essa foi uma experiência que levarei para toda a minha vida. Vou usar esta medalha com muito orgulho”, comentou.

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João Pedro, 17 anos, também não tirou a sua medalha de 3º colocado durante a comemoração com colegas da equipe Mechmaste, da Escola Estadual João Sato, em Araputanga. “Sempre sonhei em conhecer sobre robótica e a minha escola me proporcionou isso e ainda fui medalhista. Isso aumentou meu sonho futuro de trabalhar com tecnologia”, disse o estudante.

Parceria de sucesso

“Foi uma grande festa, mas, antes de tudo, foi um evento que permitiu que os estudantes colocassem em prática conceitos avançados de robótica”, avaliou o secretário de Estado de Educação, Alan Porto. Ele destacou que o festival teve como objetivo não apenas entreter, mas também educar.

Alan Porto: “Foi um evento que permitiu que os estudantes colocassem em prática conceitos avançados de robótica”. Foto: Assessoria

“A integração da robótica na educação, tão evidente neste evento, é um marco na forma como abordamos o ensino e a aprendizagem. A educação tecnológica, quando aliada a competições, tem o poder de transformar realidades e abrir portas para novas oportunidades”, completou o secretário.

Na avaliação do diretor regional do Senai MT, Carlos Braguini, promover iniciativas como o Festival de Robótica é investir diretamente na formação de pessoas para o mundo do trabalho em razão das habilidades e competências que são desenvolvidas durante a competição. “Ao proporcionar um grande evento como o nosso Festival para milhares de estudantes estamos investindo diretamente na formação dos futuros profissionais”.

Alexandres Serafim, superintendente regional do Serviço Social da Indústria (Sesi MT), também comentou sobre o sucesso do festival. “Estamos extremamente satisfeitos com o resultado. O evento proporcionou uma plataforma para a demonstração de talentos, mas também destacou o compromisso da instituição em promover a educação tecnológica e a inovação. Acreditamos que iniciativas como essa são fundamentais para preparar nossos jovens para o futuro”, finalizou

Veja a relação completa dos premiados:

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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