Tribunal de Justiça de MT

Estagiários do TJMT fazem capacitação sobre sessão de julgamento por meio de projeto Super Stargio

Publicado em

O programa de estágio em Direito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Super Stargio, ministrou sua 14º capacitação na quinta-feira (15), uma aula sobre sessão de julgamento para os estagiários no plenário 3. Foram cerca de 30 estagiários presencialmente e de forma on-line.
 
“Essa aula vem para que o estudante possa fazer uma ponte entre o que ele aprende na teoria e o que ele aplica”, contou a facilitadora convidada foi Michele Campos Assaoka Lustosa, Diretora da 1ª Câmara de Direito Privado. A aula durou quase 1 hora, Michelle explicou como usar o aplicativo ClickJud, como ser portar na sessão e descomplicou alguns conceitos e jargões usados no Tribunal.
 
Ao final da aula, foi feito um quiz interativo sobre os principais assuntos abordados, os três primeiros colocados ganharam brindes. Quem ficou em primeiro lugar foi Kauanny Campos, estagiária da Primeira Câmara do Direito Privado, ela conta que no estágio tem a oportunidade de ver os conceitos da capacitação ao vivo: “toda terça feira vejo a sessão de julgamento presencial ou por videoconferência”.
 
A coordenadora do projeto Super Stargio, Luiza Maria de Miranda Almeida Folle, anunciou que nos próximos dias organizarão uma simulação de julgamento com os estagiários, voluntários puderam sortear os papéis que vão interpretar no dia da sessão.
 
“Uma coisa é a sala, outra é ter o contato com a teoria na prática”, contou Wesley Luna Goes, um dos voluntários da atividade, ele também estagia na Primeira Câmara do Direito Privado.
 
Luiza deixou uma mensagem aos alunos: “Conhecimento não é limitado, aproveitem, aprendam independentemente da idade, a gente está em constante aprendizado. Vocês são importantes para o funcionamento do judiciário.”
 
A aula é parte das comemorações da Semana do Estagiário, realizada em prol do Dia do Estagiário que é comemorado no dia 18 de agosto, próximo domingo. Além das capacitações e da simulação de julgamento, na sexta (16) foram realizados círculos de construção de paz no Fórum da capital e no Tribunal de Justiça.
 
Anna Giullia Nunes Magro (estagiária)
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Identificação e emissão de documentos para as pessoas privadas de liberdade é tema de capacitação
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

Published

on

Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

Leia Também:  Identificação e emissão de documentos para as pessoas privadas de liberdade é tema de capacitação

A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

Leia Também:  Capacitação em Autismo terá palestras com especialistas da Saúde e do Direito e famílias atípicas

A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA