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Ministra Rosa Weber Lança Mutirão Penal e participa de assinatura de medidas de ressocialização

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Apesar de ser conhecida pelas altas temperaturas, a capital de Mato Grosso registrou, em 2023, 87 dias de temperatura acima de 40 graus. Algo inusitado, mas não surpreendente, já que com as mudanças climáticas, o calor tem aumentado consideravelmente.  Várias são as razões para o calor extremo e uma delas é a ausência de árvores nas cidades e a derrubada de matas e florestas. Então, para contribuir com o meio-ambiente, com a melhora do clima e da qualidade do ar, o Poder Judiciário de Mato Grosso instituiu o Programa Verde Novo, que garante a distribuição e o plantio de mudas de árvores frutíferas e nativas do Cerrado brasileiro.
 
Na última semana foram dois, os eventos atendidos pela equipe do Programa, que somaram 800 mudas de árvores distribuídas, entre frutíferas, nativas do Cerrado e hortaliças. A arborização de uma praça pública no bairro Jardim Leblon, que fica perto de um dos empreendimentos da construtora Plaenge e durante três dias (15, 16 e 17 de agosto) no Festival do Chocolate, realizado na Arena Pantanal, em Cuiabá.
 
Arborização e distribuição de mudas – A Construtora Plaenge, parceira do Programa Verde Novo há alguns anos, realizou, no sábado (17 de agosto), o plantio de 50 mudas de árvores Pata de Vaca, Ipês (branco, amarelo, rosa e roxo) e Oiti. As mudas foram plantadas na Praça Pública do Jardim Leblon, que fica perto de um empreendimento da empresa. A ação contou com a mão de obra de colaboradores da construtora e dos futuros moradores dos apartamentos.
 
Durante a atividade foram distribuídas 200 mudas de árvores frutíferas (amora, acerola e pitanga); árvores nativas (ipê branco e roxo) e ipês de jardim, além de hortaliças como hortelã, manjericão, alecrim, manjerona e orégano.
 
A praça pública foi construída pela empresa e conta com duas quadras de areia, quiosque, calçadas e agora está arborizada com mudas de árvores nativas.
 
De acordo com o gerente de engenharia do Grupo Plaenge, Carlos Augusto Santos, a construtora tem atuação voltada para a sustentabilidade e reforça seu compromisso com o meio ambiente em todas as etapas de construção de seus empreendimentos. Ele afirmou que a parceria e a participação em ações como o plantio e distribuição de árvores traz benefícios significativos para a cidade.
 
“Participar de um evento como esse é um prazer muito grande, porque traz melhorias para a população, para a sociedade e para o clima da cidade como um todo. A Plaenge trabalha de forma sustentável na construção dos nossos empreendimentos, e essa ação vem como um casamento em cima dessa ideia de sustentabilidade que a empresa tem há vários anos”, afirmou Carlos.
 
Verde Novo no Festival do Chocolate – Chocolate é produzido de sementes da fruta do cacau. Então, nada melhor do que distribuir mudas de árvores durante um festival onde a estrela principal é o chocolate. Foi o que aconteceu durante os três dias do Festival do Chocolate de Cuiabá, realizado na Arena Pantanal, entre os dias 16, 17 e 18 de agosto. Este é o terceiro ano consecutivo da parceria entre a organização do festival e o Programa Verde Novo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
 
No stand do Verde Novo, o público pôde escolher mudas de árvores nativas do Cerrado brasileiro, como os ipês e patas de vaca e também exóticas como o oiti e árvores frutíferas a exemplo da acerola, pitanga ou amora.
 
Foram doadas 200 plantas por dia de evento e conforme a organizadora, Zilda Castanho, a parceria é especial porque vai além do evento. Reflete o compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social.
 
“Acredito que essa ação não só embeleza nossas cidades, mas também fortalece a conexão das pessoas com a natureza, promovendo um futuro mais verde e sustentável. É uma oportunidade de unir diversão e aprendizado, incentivando cada um a fazer sua parte para cuidar do meio ambiente. Juntos, estamos plantando sementes de um mundo melhor para as próximas gerações’, destacou a organizadora.
 
Sobre o Verde Novo – é um programa de arborização urbana do Poder Judiciário de Mato Grosso, executado em Cooperação Técnica com o Instituto Ação Verde e os municípios aderentes, em parceria com a Energisa, TVCA, Fiagril e Unicred.
 
O objetivo do programa é o de incentivar o plantio e manutenção de árvores em Cuiabá, a fim de alcançar índices de arborização satisfatórios que contribuam para a melhoria na qualidade de vida da população. Árvores ajudam na redução da sensação térmica, no aumento da umidade relativa do ar e na purificação do ar.
 
As árvores plantadas e/ou distribuídas pelo Verde Novo estão elencadas no Decreto Municipal nº 5.144/2012, que dispõe sobre a arborização urbana de Cuiabá e enfatiza a utilização de espécies nativas do bioma Cerrado na proporção de 70%. Dentre elas estão árvores frutíferas como pitanga, caju, pitomba, amora, tamarindo e acerola, e as arbóreas nativas como o jacarandá, ipês roxo, rosa, branco e amarelo e os oitis.
 
O Verde Novo engloba atividades teóricas de conscientização ambiental, por meio de palestras, associada ao plantio de árvores em escolas e áreas públicas e privadas, além da distribuição de mudas.
 
Para saber mais sobre o Programa Verde Novo e como solicitar uma parceria entre em contato pelo e-mail [email protected] ou Instagram @projeto.verdenovo
 
 #Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem. Foto 1: a imagem mostra dezenas de caixinhas brancas de papel com as mudas de plantas. Nelas estão escritos os nomes da Plaenge e Programa Verde Novo com a logo. Foto 2: a imagem mostra uma mulher, com o rosto encoberto pelo chapéu que usa, abaixada, plantando a muda de uma árvore. Foto 3: a imagem mostra muitas mulheres escolhendo mudas de plantas, que estão em caixas de madeira. Atrás delas é possível ver as barracas do festival de chocolate. Foto 4: uma senhora, vestida com uma camiseta branca escrito tá até doce”, segura uma muda de planta. Ela mostra a planta e olha para a câmera.
 
Marcia Marafon 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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