A Controladoria Geral do Estado (CGE) está com as inscrições abertas para uma nova capacitação para os servidores que atuam na gestão e fiscalização de contratos administrativos.
O curso, que ocorrerá no dia 23 de setembro, será realizado no auditório da CGE e também será transmitido ao vivo pelo canal oficial do órgão no YouTube.
Com o objetivo de atender às novas diretrizes estabelecidas pela Nova Lei de Licitações e Contratos, o treinamento é uma oportunidade para os servidores do Executivo aprimorarem seus conhecimentos e habilidades. Serão oferecidas 300 vagas para este curso, que busca capacitar os profissionais que desempenham funções cruciais na gestão e fiscalização de contratos.
O treinamento será conduzido pelo auditor do Estado, Orlando Cames, que traz uma vasta experiência na área. Durante o curso, os participantes terão a oportunidade de explorar uma ampla gama de temas, incluindo introdução à fiscalização de contratos, funcionamento dos macroprocessos de aquisição e contratações, controle, gestão e fiscalização, além de objetivos e perfil do fiscal e gestor.
Esta capacitação faz parte do Programa CGE Orienta, que tem como missão proporcionar aos servidores estaduais uma formação robusta e alinhada com as melhores práticas de gestão pública. O programa busca não apenas a atualização dos conhecimentos dos participantes, mas também o aprimoramento das práticas de controle e fiscalização no setor administrativo do Executivo Estadual.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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